Mundo
01/04/2008 - 17h59

McCain é o único que quer "guerra de cem anos" no Iraque, diz Obama

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Presidência norte-americana Barack Obama respondeu às críticas do rival republicano John McCain sobre Segurança Nacional, em uma ofensiva que visa as eleições gerais de novembro.

Obama criticou as políticas de McCain para o Iraque, comércio e taxas de impostos. "Ele está em um tour biográfico agora. A maioria de nós conhece sua biografia, e ela é digna de admiração. Minha discussão com John McCain não é com a sua biografia, mas com as suas políticas", afirmou o senador.

Obama argumentou que McCain seria somente uma continuação do governo Bush, e prolongaria por mais quatro anos as atuais políticas econômicas e militares. Ante as críticas de McCain em relação à sua suposta inexperiência em Segurança nacional, o senador democrata respondeu: "O senador McCain diz que eu não entendo de segurança nacional, mas ele é o único que quer manter dezenas de milhares de soldados norte-americanos no Iraque por mais cem anos".

Os comitês de McCain e Obama discutem em suas campanhas os comentários que o republicano fez recentemente, sobre a possível necessidade de manter as tropas no Iraque por muito tempo. McCain comparou o conflito no Oriente Médio com a presença de soldados americanos na Alemanha e na Coréia do Sul, que durou mais de 50 anos.

"Cem anos em um país que não teve nada a ver com o 11 de Setembro faz sentido para George W. Bush e para John McCain, mas é a coisa errada a fazer. Não é certo para a nossa segurança nacional. Não é certo para a nossa economia", completou Obama, sob aplausos.

Republicano

McCain afirmou na noite da segunda-feira (31) que Obama não conhece as questões de segurança nacional e tem uma incompreensão "fundamental" da História, enquanto estava ao lado de jornalistas a bordo do avião que o levou para Washington.

"Obama não compreende o que se tem que fazer no futuro para preservar a nossa segurança nacional em relação ao grande desafio do extremismo islâmico radical. Mas eu compreendo, já que ele não tem nenhuma experiência", disparou McCain, citado pela rede de televisão Fox.

Nesta semana, o senador republicano se dedica a uma viagem "autobiográfica", com o objetivo de tornar suas experiências mais conhecidas e melhorar sua imagem entre possíveis eleitores.

Com Associated Press e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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