Mundo
02/04/2008 - 10h02

Cruz Vermelha apóia decisão da Colômbia de trocar reféns por guerrilheiros

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MARIANA CAMPOS
da Folha Online

A chefe da delegação do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) em Bogotá, Barbara Hintermann, afirmou que a organização apóia qualquer tipo de iniciativa que tenha como objetivo alcançar a libertação de reféns em poder das guerrilhas existentes na Colômbia.

Divulgação
Barbara Hintermann é diretora da delegação do CICV na Colômbia
Barbara Hintermann é chefe da delegação do CICV na Colômbia

Em entrevista por telefone à Folha Online, questionada sobre a intenção do governo colombiano de trocar rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) por reféns da guerrilha, Hintermann afirmou: "É uma decisão política, mas nós apoiamos iniciativas que possam levar à libertação dos reféns e detidos. E se, por exemplo, houver um acordo humanitário no futuro, as partes sabem que o CICV pode facilitar a libertação e o intercâmbio. Podemos facilitar, com a nossa própria logística, um acordo humanitário".

Na semana passada, a Colômbia anunciou a intenção de trocar rebeldes das Farc por reféns da guerrilha. A medida foi anunciada pelo alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, e está prevista em decreto assinado pelo ministro do Interior e da Justiça, Carlos Holguín Sardi.

Conhecido por seu princípio de neutralidade, o CICV participa da libertação de reféns como um intermediário imparcial, mantendo contatos freqüentes e um diálogo confidencial com todas as partes do conflito.

No começo deste ano, o CICV teve um papel fundamental na libertação de seis reféns das Farc: a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas, e os ex-congressistas Consuelo Gonzalez, Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem.

Ingrid Betancourt

A grande preocupação, neste momento, é com a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, cujo estado de saúde é delicado. Em outubro de 2007 foi divulgado um vídeo no qual ela aparecia magra e abatida, mas o temor por sua vida aumentou desde fevereiro, com os testemunhos de ex-companheiros de cativeiro.

A chefe da delegação do CICV em Bogotá afirmou que a organização esteve envolvida, em 2007, "em muitas libertações", mas que nem todas foram tão divulgadas quando essas ocorridas em janeiro e fevereiro deste ano.

Ela afirmou que o estado de saúde de Betancourt, assim como dos outros reféns, é "uma grande preocupação do CICV". Mas as informações que a organização têm não provêm de fontes próprias. "Não são nossas próprias observações. É o que escutamos pelos meios de comunicação e pelas pessoas liberadas em janeiro", disse.

"Nós não falamos só de Ingrid Betancourt, mas de todos. O estado de saúde dela, assim como de outros, é uma grande preocupação. Estamos em contato com as partes, falamos dos reféns que deveriam ser libertados e que estamos dispostos a facilitar a libertação".

Equador

Arte Folha Online

O CICV também ajudou, apesar do papel limitado, durante a crise diplomática entre Colômbia e Equador, que teve início no começo de março com um ataque colombiano contra um acampamento das Farc em território equatoriano.

A operação causou a morte de um dos líderes das Farc, Raul Reyes, e foi o estopim para a crise entre os dois países que ainda envolveu a Venezuela.

"O CICV não pode falar sobre o ataque. Não é nossa competência. O que fizemos foi apenas visitar as pessoas feridas no Equador", afirmou Hintermann.

Segundo ela, o comitê visitou três guerrilheiros feridos em um hospital no Equador e atendeu familiares em busca de informações. "Recebemos pedidos de parentes de pessoas mortas no acampamento, para a recuperação dos corpos ou para saber onde elas estavam", explica.

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
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Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
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O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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