Cruz Vermelha apóia decisão da Colômbia de trocar reféns por guerrilheiros
MARIANA CAMPOS
da Folha Online
A chefe da delegação do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) em Bogotá, Barbara Hintermann, afirmou que a organização apóia qualquer tipo de iniciativa que tenha como objetivo alcançar a libertação de reféns em poder das guerrilhas existentes na Colômbia.
| Divulgação |
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| Barbara Hintermann é chefe da delegação do CICV na Colômbia |
Em entrevista por telefone à Folha Online, questionada sobre a intenção do governo colombiano de trocar rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) por reféns da guerrilha, Hintermann afirmou: "É uma decisão política, mas nós apoiamos iniciativas que possam levar à libertação dos reféns e detidos. E se, por exemplo, houver um acordo humanitário no futuro, as partes sabem que o CICV pode facilitar a libertação e o intercâmbio. Podemos facilitar, com a nossa própria logística, um acordo humanitário".
Na semana passada, a Colômbia anunciou a intenção de trocar rebeldes das Farc por reféns da guerrilha. A medida foi anunciada pelo alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, e está prevista em decreto assinado pelo ministro do Interior e da Justiça, Carlos Holguín Sardi.
Conhecido por seu princípio de neutralidade, o CICV participa da libertação de reféns como um intermediário imparcial, mantendo contatos freqüentes e um diálogo confidencial com todas as partes do conflito.
No começo deste ano, o CICV teve um papel fundamental na libertação de seis reféns das Farc: a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas, e os ex-congressistas Consuelo Gonzalez, Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem.
Ingrid Betancourt
A grande preocupação, neste momento, é com a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, cujo estado de saúde é delicado. Em outubro de 2007 foi divulgado um vídeo no qual ela aparecia magra e abatida, mas o temor por sua vida aumentou desde fevereiro, com os testemunhos de ex-companheiros de cativeiro.
A chefe da delegação do CICV em Bogotá afirmou que a organização esteve envolvida, em 2007, "em muitas libertações", mas que nem todas foram tão divulgadas quando essas ocorridas em janeiro e fevereiro deste ano.
Ela afirmou que o estado de saúde de Betancourt, assim como dos outros reféns, é "uma grande preocupação do CICV". Mas as informações que a organização têm não provêm de fontes próprias. "Não são nossas próprias observações. É o que escutamos pelos meios de comunicação e pelas pessoas liberadas em janeiro", disse.
"Nós não falamos só de Ingrid Betancourt, mas de todos. O estado de saúde dela, assim como de outros, é uma grande preocupação. Estamos em contato com as partes, falamos dos reféns que deveriam ser libertados e que estamos dispostos a facilitar a libertação".
Equador
| Arte Folha Online |
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O CICV também ajudou, apesar do papel limitado, durante a crise diplomática entre Colômbia e Equador, que teve início no começo de março com um ataque colombiano contra um acampamento das Farc em território equatoriano.
A operação causou a morte de um dos líderes das Farc, Raul Reyes, e foi o estopim para a crise entre os dois países que ainda envolveu a Venezuela.
"O CICV não pode falar sobre o ataque. Não é nossa competência. O que fizemos foi apenas visitar as pessoas feridas no Equador", afirmou Hintermann.
Segundo ela, o comitê visitou três guerrilheiros feridos em um hospital no Equador e atendeu familiares em busca de informações. "Recebemos pedidos de parentes de pessoas mortas no acampamento, para a recuperação dos corpos ou para saber onde elas estavam", explica.
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Especial





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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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