Mundo
02/04/2008 - 17h39

Após mortes de sindicalistas, Obama se opõe a tratado com a Colômbia

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da Efe, em Washington

O senador e pré-candidato democrata à Presidência norte-americana Barack Obama afirmou hoje que manterá a sua oposição ao Tratado de Livre Comércio (TLC) com a Colômbia, alguns dias depois que o atual presidente, George W. Bush, orientou ao Congresso a aprovação o acordo.

"A violência contra os sindicatos da Colômbia ridiculizaria as proteções de trabalho que insistimos que se incluam nesse tipo de acordo", afirmou em um comício eleitoral na Filadélfia divulgado nesta quarta-feira (2) pelo "The Wall Street Journal"

Hillary Clinton, a rival de Obama na corrida pela nomeação democrata, também se opõe ao TLC com a Colômbia.

Na última segunda-feira (31), Bush recomendou ao Congresso que aprove os temas pendentes, os quais descreveu como "prioridades vitais", entre eles o acordo com o país andino.

Pensilvânia

Nesta quarta-feira (2), Obama discursou na Pensilvânia, durante a convenção anual da confederação de sindicatos dos Estados Unidos. O Estado realizará suas eleições primárias no próximo dia 22.

Os sindicatos norte-americanos se opõem ao TLC com a Colômbia devido à preocupação com a morte de sindicalistas no país latino. A Casa Branca assinou o acordo em novembro de 2006, mas não conseguiu ratificá-lo no Congresso, de maioria democrata, que rejeita o acordo ao argumentar que a Colômbia não fez o suficiente para evitar o assassinato de líderes sindicais.

O atual presidente norte-americano manifestou sua intenção de submeter o acordo à votação do Congresso neste ano. Ileana Ros-Lehtinen, líder dos republicanos no Comitê de Assuntos Exteriores, pediu nesta quarta-feira em declarações na Câmara de Representantes a aprovação do convênio comercial.

"Se o Congresso não atuar para aprovar o TLC com a Colômbia poderíamos entrar em uma era de instabilidade e desconfiança entre os Estados Unidos e nossos aliados neste hemisfério [sul]", concluiu Ros-Lehtinen.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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