Avião da missão humanitária para ajudar Betancourt chega à Colômbia
da Efe
da Folha Online
O avião da missão humanitária organizada pela França para ajudar na libertação de Ingrid Betancourt, refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há mais de seis anos, chegou nesta quinta-feira (3) ao território colombiano, informou a emissora France Info.
O objetivo oficial da missão é tentar contatar as Farc e conseguir acesso à refém franco-colombiana para oferecer cuidados médicos. Um porta-voz do Palácio do Eliseu se negou a comentar a notícia da chegada do avião à Colômbia e reiterou que a operação seria mantida sob máximo sigilo.
| 30.nov.2007/AP |
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| A refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, detida pela guerrilha Farc há seis anos |
O avião Falcon 50, que saiu de uma base militar nos arredores de Paris nesta quarta-feira (2) à tarde, fez escala na ilha francesa da Martinica durante a noite, antes de seguir viagem à Colômbia.
Fontes próximas ao caso confirmaram que, até o momento, as Farc não disseram se receberiam a missão humanitária.
A missão conta com o apoio de Espanha e Suíça, que formam com a França o grupo de países "facilitadores" que há vários anos tentam mediar a favor de uma troca humanitária entre os reféns políticos das Farc e guerrilheiros presos.
A equipe inclui um médico e dois diplomatas, um dos quais é o ex-cônsul francês em Bogotá Noel Saez, que foi o emissário francês nos contatos com as Farc nos últimos anos.
As autoridades colombianas, que prometeram suspender as operações militares na zona onde operará a missão, informaram que receberam um pedido da França para aterrissar no aeroporto de San José del Guaviare, no sudeste da Colômbia.
Missão humanitária
Em uma breve nota divulgada ontem, o Palácio do Eliseu informou que a missão está a cargo dos três países que ajudam na mediação de um acordo humanitário com as Farc --Espanha, França e Suíça-- e que começou com um contato "com as autoridades envolvidas".
A missão humanitária foi definida na terça-feira (1) pelos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Colômbia, Álvaro Uribe, em uma conversa telefônica na qual Uribe se comprometeu a suspender operações militares na região onde se espera oferecer ajuda médica a Betancourt.
Pouco antes do anúncio do início da missão, o filho de Betancourt, Lorenzo Delloye, afirmou que a mãe havia iniciado uma greve de fome em desafio às Farc e ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, e que "corre para a morte" em um "último combate" para obter sua libertação.
| 2.abr.2008/Christophe Morin /Efe |
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| O filho de Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, durante entrevista coletiva em Paris |
"Mediante este gesto inaudito em tais circunstâncias, mamãe iniciou com as Farc e com o presidente Uribe um combate que os coloca ante suas responsabilidades diante da história. Têm de tirar suas máscaras", disse Delloye em uma entrevista coletiva em Paris.
Segundo Delloye, a refém franco-colombiana, seqüestrada há mais de seis anos pelas Farc, parou de se alimentar há quase cinco semanas. "Isto demonstra que, apesar de sua extrema fragilidade, não perdeu nem um pingo de sua combatividade e lucidez", afirmou. "Minha mãe está correndo para a morte", destacou, no entanto, ao enfatizar a urgência da situação.
Ao se dirigir ao comandante das Farc, Manuel Marulanda, o filho de Ingrid Betancourt disse que não pede apenas que salve a vida de uma mulher, mas que leve em consideração a imagem que passará ao mundo. "A você cabe decidir se ficará para sempre como um criminoso de guerra, tratado como tal, ou se entrará nos livros como um ser humano."
Com agências internacionais
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