Missão humanitária informou Uribe sobre possível localização de Betancourt
da Folha Online
A missão humanitária organizada pela França para prestar atendimento médico a Ingrid Betancourt deu às autoridades colombianas informações sobre onde acredita que esteja a refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), afirmou o presidente colombiano, Álvaro Uribe.
"A missão nos deu informações e nos disse onde acredita que Ingrid Betancourt esteja presa", disse Uribe, em entrevista transmitida hoje pela televisão francesa France 3. Não foram divulgadas mais informações.
| 15.mar.08/Miguel Angel Solano/Efe |
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| Álvaro Uribe diz não ter confirmação sobre estado de saúde de Ingrid Betancourt |
Segundo fontes oficiais de Paris, o avião onde viajaram os membros da missão criada por França, Espanha e Suíça, que pretende entrar em contato com as Farc e ter acesso à refém, chegou hoje à Colômbia. De acordo com a rádio colombiana Caracol, o avião está na base aérea militar de Catam, em Bogotá.
Além de um médico, a missão inclui o ex-cônsul francês em Bogotá Noel Saez e o assessor do governo suíço Jean-Pierre Gontard, que há alguns anos foram os principais emissários europeus nos contatos com a guerrilha a favor da libertação dos reféns.
Fontes próximas à operação disseram que até o momento as Farc não responderam aos pedidos para que a missão tenha acesso a Betancourt para dar a ela cuidados médicos.
Saúde
Questionado sobre a gravidade do estado de saúde da refém, Uribe disse ainda não ter nenhuma confirmação. "Não temos nenhuma confirmação das más notícias que circularam na semana passada", disse o presidente colombiano.
Uribe explicou que o Exército e a polícia "foram à selva, visitaram muitos lugares e falaram com muita gente". "Ninguém confirmou à polícia e ao Exército as más notícias que circularam", afirmou.
Consultado sobre se os serviços de informação e o Exército colombianos vão cooperar com a missão humanitária, Uribe disse: "Fizemos todos os esforços possíveis. Estamos dispostos a iniciar ações conjuntas com o governo francês".
Como exemplo, o presidente voltou a afirmar que está disposto a "suspender as operações militares nos lugares em questão".
Foram divulgadas ainda informações contraditórias sobre uma possível greve de fome, que teria sido iniciada pela refém há cinco semanas.
Segurança
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quinta-feira, em Bucareste, ter notícias sobre a missão lançada para tentar ajudar Betancourt, mas se negou a dar detalhes.
Mantendo a mesma atitude, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu "máxima prudência" ante essa missão. "Devemos ter a máxima prudência para que a missão humanitária possa ser concluída com êxito", afirmou Zapatero em coletiva de imprensa durante a cúpula da Otan.
"Tenho notícias, mas levando em conta a delicadeza desse tema, não quero dizer nada. A missão já partiu", comentou, laconicamente, Sarkozy durante uma coletiva conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel.
Missão humanitária
Em uma breve nota divulgada ontem, o Palácio do Eliseu informou que a missão está a cargo dos três países que ajudam na mediação de um acordo humanitário com as Farc --Espanha, França e Suíça-- e que começou com um contato "com as autoridades envolvidas".
A missão humanitária foi definida na terça-feira (1) pelos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Colômbia, Álvaro Uribe, em uma conversa telefônica na qual Uribe se comprometeu a suspender operações militares na região onde se espera oferecer ajuda médica a Betancourt.
Pouco antes do anúncio do início da missão, o filho de Betancourt, Lorenzo Delloye, afirmou que a mãe havia iniciado uma greve de fome em desafio às Farc e ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, e que "corre para a morte" em um "último combate" para obter sua libertação.
| 2.abr.2008/Christophe Morin /Efe |
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| O filho de Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, durante entrevista coletiva em Paris |
"Mediante este gesto inaudito em tais circunstâncias, mamãe iniciou com as Farc e com o presidente Uribe um combate que os coloca ante suas responsabilidades diante da história. Têm de tirar suas máscaras", disse Delloye em uma entrevista coletiva em Paris.
Segundo Delloye, a refém franco-colombiana, seqüestrada há mais de seis anos pelas Farc, parou de se alimentar há quase cinco semanas. "Isto demonstra que, apesar de sua extrema fragilidade, não perdeu nem um pingo de sua combatividade e lucidez", afirmou. "Minha mãe está correndo para a morte", destacou, no entanto, ao enfatizar a urgência da situação.
Ao se dirigir ao comandante das Farc, Manuel Marulanda, o filho de Ingrid Betancourt disse que não pede apenas que salve a vida de uma mulher, mas que leve em consideração a imagem que passará ao mundo. "A você cabe decidir se ficará para sempre como um criminoso de guerra, tratado como tal, ou se entrará nos livros como um ser humano."
Com agências internacionais
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Especial





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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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