Mundo
03/04/2008 - 19h59

Jimmy Carter sugere que irá apoiar Obama

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O ex-presidente Jimmy Carter (1977-1981) não afirmou diretamente, mas deixou poucas dúvidas sobre quem ele quer que esteja na Casa Branca no próximo ano.

Em entrevista a repórteres da Nigéria, o ex-presidente democrata declarou que o pré-candidato Barack Obama venceu as primárias na Geórgia, Estado pelo qual Carter é superdelegado.

"Meus filhos e seus cônjuges são pró-Obama. Meus netos também torcem para o Obama", afirmou Carter em uma coletiva de imprensa, de acordo com o jornal nigeriano "This Day". "Como um superdelegado, eu não vou revelar quem apóio, mas vou deixar vocês adivinharem", completou. Os comentários foram confirmados pelo porta-voz do ex-presidente.

Carter estava na Nigéria para uma cerimônia de comemoração da redução de mortes causadas por verminoses no oeste da África.

O Diretor de Comunicação do comitê da também pré-candidata democrata Hillary Clinton se pronunciou sobre os comentários de Carter:

"A senadora (Hillary) Clinton e o Presidente (Bill) Clinton têm uma ótima relação de respeito com o Presidente (Jimmy) Carter. E, obviamente, ele é livre para tomar qualquer decisão que pense ser apropriada", afirmou Howard Wolfson.

Questionado sobre a influência da opinião de Carter dentro do partido, Wolfson completou: "Ele é ex-líder do partido e superdelegado. Eu tenho certeza que as pessoas estarão interessadas nas escolhas que fizer".

Carter é um dos 13 superdelegados da Geórgia e possui poder de voto na Convenção Nacional do Partido Democrata que ocorrerá em agosto, em Denver, que decidirá o candidato da legenda nas eleições gerais de novembro.

Somente três dos 13 superdelegados da Geórgia ainda não revelaram publicamente quem vão apoiar: Carter, o parlamentar Jim Marshall e o ex-parlamentar Richard Ray. Dos outros dez superdelegados, sete afirmam votar em Obama e três apóiam Hillary.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca