Mundo
03/04/2008 - 22h40

Brasil, Argentina, Colômbia e OEA buscam diálogo na Bolívia

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da Folha Online

A OEA (Organização dos Estados Americanos), Brasil, Argentina e Colômbia buscam separadamente abrir cenários de diálogo na Bolívia entre o governo e a oposição para tentar apaziguar a situação política em torno das autonomias regionais e da nova Constituição.

O embaixador brasileiro em La Paz, Frederico César Araújo, o chanceler argentino, Jorge Taiana, e o vice-chanceler colombiano, Camilo Reyes, iniciaram nesta quinta-feira na Bolívia seus contatos para tentar mudar as posições do governo e de seis dos nove departamentos da Bolívia, além dos partidos políticos.

Enquanto isso, o governo brasileiro anunciou a viagem que o chanceler Celso Amorim fará na sexta-feira à Bolívia para integrar o "grupo de países amigos" para a mediação da crise.

Os representantes de Brasil, Argentina e Colômbia, e talvez a ministra das Relações Exteriores mexicana, Patricia Espinoza, poderão se reunir no dia 14 de abril no Rio de Janeiro para trocar impressões, disse Amorim em breves declarações a jornalistas.

A comissão internacional se reuniu no Palácio Quemado com o presidente Evo Morales, em um primeiro contato para tomar conhecimento da posição do governo em relação ao diálogo exigido por todos os setores sociais bolivianos.

Seus integrantes também se reunirão com os presidentes do Senado, o opositor Oscar Ortiz, e o da Câmara dos Deputados, o governista Edmundo Novillo, além do poderoso prefeito de Santa Cruz, Rubén Costas, que lidera a oposição.

No entanto, conforme informou Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha de S. Paulo em Bogotá, um dos principais líderes de Santa Cruz --o departamento mais rico do país-- já rejeitou o envolvimento brasileiro e argentino por considerar os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Fernández de Kirchner aliados de Morales.

O emissário do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, manifestou a decisão do organismo multilateral de estar a disposição da Bolívia, caso o país peça seu apoio nas negociações.

O presidente Morales pediu à Igreja Católica que estimule um diálogo com a oposição política e convidou a União Européia a participar.

A Bolívia está dividida entre um governo central, que pretende impor uma Constituição de cunho indigenista, considerada ilegítima pela oposição e por seis dos nove departamentos, que pretendem obter autonomia econômica e política frente ao poder central.

Com France Presse

 

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