Mundo
03/04/2008 - 23h26

McCain critica George W. Bush em discurso

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain ressaltou uma lista de problemas que o próximo presidente vai herdar da gestão de George W. Bush e afirmou que Washington precisa de uma nova abordagem para resolver essas questões.

McCain, em discurso feito em sua viagem "autobiográfica" pelos Estados Unidos, não explicitou a relação de Bush com os problemas e disse não querer se distanciar do atual presidente. No entanto, o senador pelo Arizona levantou algumas questões sobre a maneira que o Congresso e a atual administração levam a política nacional.

"Para manter a nossa nação próspera, forte e crescendo, nós temos que repensar, reformar e reinventar", afirmou McCain.

O senador pelo Arizona também afirmou que os Estados Unidos devem se preparar "muito mais do que nunca" para responder rapidamente a um possível ataque como o 11 de Setembro e a uma calamidade natural, em referência à lenta resposta do governo Bush ao furacão Katrina.

"Quando os americanos enfrentam uma catástrofe, seja ela natural ou feita pelo homem, o seu governo deve estar organizado e pronto para distribuir água para hidratar bebês e resgatar os idosos e feridos que ficam em hospitais sem eletricidade".

Enquanto os democratas dizem que eleger McCain representaria um "terceiro mandato de George W. Bush", o provável candidato republicano tentou deixar claro que possui algumas diferenças com o atual presidente em relação ao aquecimento global e a tortura. Porém, no que diz respeito à Guerra do Iraque e ao comércio, as posições do senador pelo Arizona são as mesmas de Bush

McCain conseguiu a quantidade suficiente de delegados para a nomeação republicana com o apoio de eleitores independentes, baseado em um discurso de parceria bipartidária para lidar com questões como a ameaça do terrorismo islâmico, problemas do sistema de saúde, gastos do governo, dependência em petróleo estrangeiro e abertura de novos mercados para os Estados Unidos.

"Nós podemos deixar esses problemas para sucessores azarados. (...) Ou podemos colocar todos os partidos em jogo e discutir as possíveis soluções para os desafios de nosso tempo", afirmou o senador.

O Comitê Nacional Democrata acusa McCain de ter negligenciado os problemas enquanto estava no senado e tinha a oportunidade de resolvê-los.

"John McCain parece tentar abordar cada parte de sua biografia, menos os 25 anos que passou em Washington seguindo uma agenda republicana intocável que subverteu a segurança econômica das famílias de trabalhadores norte-americanos", afirmou Karen Finney, Diretora de Comunicação democrata.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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