Iraque ordena cessar prisões para permitir que rebeldes entreguem armas
da Efe, em Bagdá
da Folha Online
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, ordenou nesta sexta-feira, pela terceira vez em menos de duas semanas, que cessem as detenções e revistas de suspeitos "para dar-lhes a oportunidade que se rendam e entreguem as armas", informou a televisão pública.
"O primeiro-ministro ordenou parar as batidas e perseguições em todo o país para dar aos arrependidos uma nova oportunidade", disse um comunicado oficial.
"Quem responder positivamente será garantida sua segurança, mas quem voltar a pegar em armas será castigado", diz o comunicado.
Na sexta-feira passada (28), Maliki estendeu para o dia 8 de abril o prazo dado aos rebeldes de Basra (550 km ao sul de Bagdá) para entregar suas armas de calibre médio e pesado em troca de uma compensação financeira.
Não foi filtrada nenhuma informação sobre o sucesso desta iniciativa, mas as milícias xiitas, e em particular as do Exército Mehdi, continuaram ativas na cidade, e isso apesar do apelo de seu próprio chefe, o clérigo Moqtada al Sadr, para que parem as operações armadas.
Repetição
O primeiro-ministro iraquiano anunciou ontem que a campanha contra aqueles que qualificou de "criminosos", lançada pelo Exército do país na semana passada na cidade de Basra, se repetirá em breve em outras Províncias do Iraque.
Em entrevista coletiva em Bagdá, Maliki ressaltou que as forças de segurança iraquianas demonstraram ser capazes de realizar sua missão sem a ajuda das forças americanas.
"Começamos em Basra e agora devemos estender as operações a todas as partes do Iraque. Temos de dar uma lição nesses criminosos para que se dêem conta de que devem atuar sob a lei. Portanto, continuaremos a persegui-los por todo o Iraque", disse Maliki.
No entanto, o primeiro-ministro não especificou quando nem onde serão lançados esses novos dispositivos, mas citou os bairros de Sadr City e Shoala, no sul e leste de Bagdá, entre as áreas onde as milícias ainda têm o controle.
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