Pesquisa diz que 81% dos americanos estão insatisfeitos nos EUA
Colaboração para a Folha Online
Pesquisa feita pela CBS News-New York Times indica que 81% dos norte-americanos dizem acreditar que os Estados Unidos estão seguindo "o caminho errado". Foi a maior porcentagem desde o início da década de 90.
Nos dados divulgados na quinta-feira, 81% dos entrevistados afirmaram que "as coisas saíram seriamente do rumo". No ano passado, 69% dos entrevistados tinham a mesma opinião, e apenas 35% em 2002.
A pesquisa ouviu representantes de quase todos os grupos demográficos e políticos --democratas e republicanos, moradores de áreas urbanas ou rurais, mulheres e homens e pessoas com maior e menor escolaridade.
Segundo o "New York Times", houve um consenso entre todos os grupos sobre o fato do país estar no rumo errado. Uma parcela de 78% dos entrevistados indicou que o país está pior agora do que há 5 anos, e apenas 4% disseram que houve uma melhora de âmbito geral.
A pesquisa marca o momento em que a economia dos EUA --e sua profunda crise-- ultrapassa a Guerra do Iraque como o tema de maior preocupação entre os norte-americanos e, consequentemente, o tema mais importante para as eleições presidenciais de 4 de novembro.
Apenas 21% dos entrevistados disse achar que a economia nacional "vai bem" --a menor porcentagem desde o final de 1992, quando o país estava em plena crise econômica. a pesquisa deste mês indicou também que dois em cada três entrevistados dizem acreditar que a economia já está em recessão.
Campanha eleitoral
| AP |
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| Segundo pesquisa, 81% estão insatisfeitos nos EUA; cenário pode influenciar eleições |
A insatisfação dos norte-americanos pode representar um risco para o Partido Republicano considerando-se a baixa popularidade do atual presidente dos Estados Unidos --e republicano--, George W. Bush. Apenas 28% dos entrevistados dissseram que aprovam o seu mandato e suas políticas para o país. Contudo, a taxa de aprovação não mudou desde o meio do ano passado, o que pode representar que a crise deste ano não afetou diretamente a opinião dos norte-americanos em relação ao presidente e ao partido.
Para os democratas, a insatisfação da maioria dos norte-americanos pode significar um grupo eleitores ávidos por punir o partido por sua atuação na política econômica do país já que os democratas controlam o Senado e a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) desde o ano passado.
Crise imobiliária
A pesquisa do "NYT" indicou também que os norte-americanos culpam membros do governo pela crise imobiliária que aflige a economia do país. Eles dizem acreditar que o governo tem uma parcela maior de culpa que os bancos ou compradores de casas que não tiveram como pagar seus empréstimos.
Um total de 40% dos entrevistados dizem que os reguladores do sistema financeiro são os maiores culpados enquanto 28% nomearam os bancos que emprestaram o dinheiro, e apenas 14% indicaram as pessoas que fizeram o empréstimo.
Segundo os dados da pesquisa, os norte-americanos apóiam a ajuda para as pessoas que emprestaram dinheiro para comprar casas, mas não para as instituições financeiras que emprestaram. Uma grande maioria indicou que não quer que o governo ajude os bancos, mesmo que a medida possa ajudar a diminuir a recessão.
No total, 53% dos entrevistados dizem acreditar que o governo deve intervir na situação das instituições, enquanto 41% acham que o governo deve manter a ajuda somente às pessoas com risco de falência.
Disputa
A pesquisa deve movimentar a campanha presidencial deste ano já que democratas e republicanos divergem sobre a postura do governo em relação à crise.
Os pré-candidatos democratas à Presidência Barack Obama e Hillary Clinton defendem uma grande intervenção do governo, com a criação de um fundo para ajudar as famílias em crise. Hillary propôs, inclusive, que o governo crie um leilão para arrematar as casas das famílias que não conseguirem pagar os empréstimos.
Já o provável candidato republicano John McCain disse apostar em reformas no sistema financeiro centradas na melhora da transparência e da responsabilidade, principalmente dos bancos de crédito. "A ajuda do governo para o sistema bancário deve ser baseada apenas na prevenção dos riscos que podem prejudicar o sistema financeiro e a economia", afirmou o republicano em discurso recente.
A pesquisa ouviu 1.368 pessoas em todo o país, entre 28 de março e 2 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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