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04/04/2008 - 12h49

Análise: Até que ponto vai a fidelidade ao casal Clinton?

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JEFF MASON
da Reuters, em Washington

Se fidelidade é a moeda da política, a senadora por Nova York Hillary Clinton deve ter um cofre cheio para se manter na corrida presidencial dos Estados Unidos. A ex-primeira dama e seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, que premiam a fidelidade de sua base de apoio nacional, estão lutando para manter a aliança viva no momento em que mais precisam dela.

Hillary está lutando por sua vida política, tentando influenciar os chamados superdelegados-- líderes partidários e políticos eleitos-- para se manter ao seu lado na corrida contra o rival Barack Obama.

Hillary, dizem observadores, é extremamente dedicada à sua equipe, e tanto ela quanto seu marido esperam e geralmente recebem lealdade de seus associados. Mas os laços criados na administração de Bill Clinton nem sempre foram traduzidos em apoio à candidatura da sua esposa, para a frustração do casal.

"Eles começam com a suposição de que quem estava com eles na administração [de Bill Clinton], deve estar com eles agora. Quando as pessoas decidem apoiar Obama, a maioria delas acaba com uma imagem muito ruim", disse um ex-funcionário da Casa Branca que pediu para não ser nomeado.

A senadora Hillary Clinton, o funcionário disse, foi mais compreensiva do que o marido quando um apoiador virou-se contra sua candidatura, como o ex-senador da Carolina do Norte, John Edwards, que saiu da corrida democrata.

"Ela não é estúpida. Ela prefere [deixar] que membros de talento de sua equipe voltem do que ter que gastar energia ignorando-os", afirmou o funcionário.

Mas a situação não é bem assim.

Quando o governador do Novo México, Bill Richardson, um ex-secretário de Energia e embaixador de Bill Clinton, aprovou Obama, ele foi classificado com um Judas por um indignado membro da equipe de Hillary, o ex-assessor James Carville.

"Pensei que os compromissos de Richardson na administração Bill Clinton e sua relação pessoal de muito tempo com o casal mereceria uma resposta mais forte", Carville escreveu em um artigo publicado no jornal norte-americano "The Washington Post".

Nem sempre uma via de duas mãos

Richardson, que desistiu de sua própria candidatura no início deste ano, afirmou que o argumento sobre sua lealdade foi longe demais. "Carville e outros dizem que eu devo o meu apoio à esposa de Clinton, porque ele me deu dois empregos", escreveu Richardson em um artigo separado no "Washington Post".

"Será que as pessoas que estão me atacando agora lembram que eu concorri a nomeação democrata, embora sem êxito, contra a senadora Clinton? Isso também foi um ato desleal?", questionou.

Talvez não. Mas ele provavelmente não deveria esperar outro emprego na Casa Branca, caso Hillary chegue à Presidência dos EUA.

Bruce Buchanan, um professor da Universidade do Texas, disse que lealdade nem sempre é uma via de duas mãos quando se trata do casal Clinton. "Muitas vezes eles jogaram as pessoas de lado quando não eram mais necessárias, principalmente o presidente Bill Clinton", afirmou.

Mas os assessores de Hillary negam esta caracterização. "O casal Clinton, eu acho, é leal, mas eles mantêm seus olhos abertos", afirmou Douglas Schoen, um ex-assessor de Hillary.

Enquanto ela disputa delegados com Obama, a grande questão agora é que a lealdade dos superdelegados e a próxima primária democrata na Pensilvânia, em 22 de abril podem ser a chave de sua manutenção na campanha presidencial.

"Até mesmo os superdelegados que já se comprometeram com Hillary vão começar a mudar de opinião caso Obama tenha um bom resultado na Pensilvânia", afirmou Fred Greenstein, professor de política na Universidade de Princeton. "A política também envolve pragmatismo o que pode ser um chamado para uma mudança [na lealdade dos superdelegados]", completa.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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