Mundo
04/04/2008 - 15h13

Manifestantes fazem marcha pela "paz e liberdade" de reféns na Colômbia

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da Folha Online

Milhares de pessoas começaram a se concentrar nos locais públicos de dezenas de cidades e povoados da Colômbia para marchar "pela vida e liberdade" dos reféns de grupos armados.

Os manifestantes, convocados pela Redepaz (Rede de Iniciativas pela Paz e Contra a Guerra), uma organização civil, usam, em sua maioria, camisetas brancas, levam bandeiras da mesma cor e cartazes que pedem pela libertação de quem está no cativeiro.

Em algumas dessas frases pede-se pela liberdade de Ingrid Betancourt, refém franco-colombiana em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há seis anos e por quem se iniciou nesta semana uma mobilização internacional.

Fernando Vergara/AP
Grupo de estudantes pede a libertação de Ingrid Betancourt em manifestação na Colômbia
Grupo de estudantes pede a libertação de Ingrid Betancourt em manifestação na Colômbia

Em Bogotá, na praça Bolívar, lugar onde foram feitas várias das manifestações na capital, havia uma frase que dizia: "Salvemos Ingrid Betancourt". A imagem da política também aparece em milhares de camisetas dos manifestantes, tanto na Colômbia quanto em outras cidades do mundo em marchas simultâneas e para quem Betancourt se converteu em um símbolo dos milhares de reféns colombianos.

Os organizadores do protesto calculam que as marchas nas cidades colombianas vão demorar cerca de três horas, porque as autoridades montaram planos especiais de vigilância e para evitar transtornos no trânsito de veículos.

Ana Teresa Bernal, diretora da Redepaz, afirmou nesta quinta-feira (3) que às manifestações se juntaram "os comitês pela liberdade de Ingrid, que são uns 1.700 na França, e também se registraram concentrações e outros atos na Alemanha, e algumas cidades dos Estados Unidos, Equador, Argentina e Venezuela."

Centrais trabalhistas, sindicatos, trabalhadores, donas-de-casa, estudantes, organizações de vítimas dos paramiliatares, familiares dos seqüestrados, e inclusive, ex-reféns, desfilam pelas ruas e avenidas na marcha "pela vida e liberdade".

A Colômbia tem vivido jornadas similares nos últimos dois meses, como no último dia 6 de fevereiro e nos dias 4 e 16 de março passados, em demonstrações de repúdio à violência, aos seqüestros, grupos armados e pela convivência pacífica e irmandade entre países irmãos.

Com Efe

 

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