Chávez diz que pagará até o último centavo a cimenteiras
da Efe, em Caracas
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira (4) que pagará até o último centavo às empresas estrangeiras que produzem cimento em seu país. Nesta quinta-feira o presidente anunciou a nacionalização da indústria.
A nacionalização surge em resposta à suposta atitude do setor que, segundo Chávez, exporta a maioria de sua produção em detrimento dos planos oficiais de habitação
"Quero garantir que nós respeitamos o direito dessas empresas. A Venezuela demonstrou ser um país responsável; ou seja, reconheceremos seus ativos e lhes pagaremos até o último centavo, mas vamos recuperar as empresas de cimento privatizadas e (entregues) a multinacionais", disse em discurso diante de jovens que terminaram seus estudos universitários.
As principais empresas dessa indústria na Venezuela são a mexicana Cemex, responsável por cerca da metade das 12 milhões de toneladas da produção nacional do produto, além de boa parte da de concreto e agregados (areia e brita); a francesa Lafarge, com um quarto do total de cimento produzido, assim como a suíça Holcim, com cerca de 17% do setor.
O grupo mexicano Cemex é o maior fabricante de cimento e concreto da Venezuela, onde possui três unidades com uma capacidade de produção de 4,6 milhões de toneladas de cimento ao ano e gera empregos diretos e indiretos para cerca de 3.000 pessoas, segundo dados da empresa.
Chávez afirmou que "as grandes fábricas de cimento venezuelanas foram privatizadas pelo capitalismo" e que agora serão nacionalizadas para que sejam transformadas em empresas de produção social.
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