Mundo
05/04/2008 - 22h15

Obama e Hillary lutam por delegados das últimas prévias

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da Folha Online

Sem a perspectiva de uma definição do duro páreo democrata pela candidatura presidencial dos EUA, os pré-candidatos Barack Obama e Hillary Clinton já começam a fazer campanha nos Estados do oeste do país que estão entre os últimos a realizar prévias.

Obama e Hillary disputam cada delegado restante em uma competição que deve continuar até a última primária, no dia 3 de junho, na Dakota do Sul e em Montana.

Alex Brandon/AP
Obama se esforça para alcançar a bebê Natalie Pankratz-Osborn, de oito meses, durante evento de campanha em Montana
Obama se esforça para alcançar a bebê Natalie Pankratz-Osborn, de oito meses, durante evento de campanha em Montana

No início das prévias, os democratas de Montana tinham poucos motivos para acreditar que os pré-candidatos prestariam muita atenção ao seu Estado, onde apenas 17 delegados estão em jogo.

No entanto, na noite deste sábado, tanto Hillary quanto Obama tinham discursos agendados no jantar anual do partido no Estado, que deve contar com a presença de cerca de 4.000 membros do partido

Obama afirmou entender que os democratas estão ficando impacientes com a longa disputa entre ele e Hillary, mas o senador por Illinois disse esperar que o partido se una pelo eventual nomeado antes da convenção nacional em Denver.

"Nós estaremos unidos até chegarmos em Denver em agosto", declarou Obama a um enorme comício que reuniu cerca de 8.000 pessoas em um sábado frio de neve no ginásio da Universidade de Montana, em Missoula.

Obama enfatizou questões ambientais em seu discurso, afirmando que seu apoio a tecnologias limpas pode preocupar os eleitores em um Estado que produtor de carvão.

"Eu sei que Montana é um Estado de carvão. Meu Estado, Illinois, é um Estado de carvão, mas temos que garantir o investimento em novas tecnologias que podem reter carbono, pois não podemos continuar fazendo com o planeta o que fazemos agora", declarou o senador por Illinois. "Olhem esta paisagem incrível em volta de vocês. Temos de passar isso adiante."

Hillary

Hillary começou o dia com sua primeira visita de campanha a Oregon, que realizará primárias dia 20 de maio. Milhares de pessoas lotaram um ginásio em Hillsboro para ouvir a ex-primeira-dama.

A senadora por Nova York também se focou em questões ambientais, dizendo que o Estado, no noroeste do país, era um modelo para várias de suas prioridades, como a promoção de energia eólica. Hillary prometeu investimentos em "industrias verdes", que seriam parcialmente pagas com a remoção de subsídios fiscais a grandes petrolíferas.

Richard Clement/Reuters
A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton faz discurso em Hillsboro, Oregon, neste sábado
A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton faz discurso em Hillsboro, Oregon, neste sábado

Uma pesquisa do instituto Gallup mostra Obama com uma pequena vantagem em nível nacional sobre Hillary na corrida pela nomeação do partido, com 49% contra 44%. A sondagem, realizada entre 1º e 3 de abril, tem margem de erro de 3%.

Obama lidera também na contagem de delegados, com 1.629, enquanto Hillary tem 1.486, segundo a rede CNN. Um dos pré-candidatos precisa somar 2.025 delegados para obter a nomeação democrata.

Devido à distribuição proporcional de delegados de acordo com os resultado das primárias, Hillary dificilmente conseguirá alcançar Obama, mesmo que tenha forte apoio nas últimas dez prévias, inclusive na Pensilvânia, no dia 22, onde 158 delegados estão em jogo.

Tal cenário deixa a decisão da candidatura para a convenção nacional do partido, nas mãos dos 800 superdelegados.

As chances de Hillary alcançar Obama diminuíram ainda mais na sexta-feira, quando os democratas de Michigan anunciaram que não realizarão sua primária novamente. Os democratas da Flórida já haviam anunciado que também não fariam um novo pleito.

Os dois Estados tiveram suas previas anuladas por terem sido antecipadas para janeiro, violando as regras do diretório nacional do partido.

McCain

Enquanto os democratas continuam em confronto, o provável candidato republicano John McCain tentava aumentar seu apelo para além dos eleitores que participaram da primárias republicanas, pedindo por uma campanha presidencial que seja mais uma discussão respeitosa entre amigos que uma amarga disputa entre inimigos.

"Não temos nada a temer", disse o senador pelo Arizona, durante sua viagem "autobiográfica". "Estamos discutindo sobre as formas de melhor garantir nossa liberdade, promover o bem-estar geral e defender nossos ideais."

Mary Altaffer/AP
Provável candidato republicano John McCain recebe presente de veterano da Guerra do Vietnã após discursar no Arizona
Provável candidato republicano John McCain recebe presente de veterano da Guerra do Vietnã após discursar no Arizona

Após uma série de paradas durante a semana que enfatizaram seu serviço militar, o ex-prisioneiro de guerra do Vietnã fez um discurso em Prescott, Arizona, onde lançou sua carreira política ao vencer uma eleição para o Congresso em 1982.

McCain afirmou que, se eleito, tentaria governar com um espírito bipartidário e deu ênfase ao tema em coletiva após seu discurso.

"Tenho um histórico incomparável aos da senadora Hillary Clinton ou do senador Barack Obama de tentar ir além do isolamento", afirmou. O republicano declarou que seu histórico mostra "que o ambiente de trabalho conjunto está claramente lá".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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