Medvedev promete continuar com avanço das relações entre EUA e Rússia
da Efe, em Sochi (Rússia)
O presidente eleito russo, Dmitri Medvédev, prometeu que quando assumir o poder --no dia 7 de maio-- trabalhará para dar prosseguimento ao avanço das relações entre Rússia e Estados Unidos como fez seu antecessor, Vladimir Putin.
Em entrevista antes de começar sua reunião em Sochi (Rússia), imediatamente após outra entre Bush e Putin, Medvédev afirmou que nos últimos oito anos esses dois presidentes "fizeram muito pelo avanço das relações" entre os dois países, e isso foi "fundamental para a segurança internacional".
Previamente, na reunião entre Bush e Putin, os dois líderes prometeram que abordariam "de maneira tranqüila e profissional" os assuntos a ser discutidos.
Na agenda da reunião estava a redação de um "marco estratégico" que sirva de guia em quatro áreas para as relações dos dois países sob o comando de Medvédev e do sucessor de Bush: a segurança, a não-proliferação de armas de destruição em massa, a economia e a luta contra o terrorismo.
Poderia haver também uma menção a uma futura cooperação na área de defesa antimísseis, mas não o acordo que a Casa Branca tentava obter antes que Bush iniciasse na segunda-feira passada sua viagem pelo leste europeu.
Bush conseguiu nesta semana durante a cúpula da Otan em Bucareste o sinal verde dos aliados para o escudo antimísseis que os EUA planejam instalar na República Tcheca e na Polônia, e que Moscou considera uma ameaça contra seu território.
A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, advertiu que é "prematuro" esperar um acordo sobre o escudo.
Perino antecipou que Bush também discutirá o que considera uma diminuição da liberdade na Rússia, um dos pontos de atrito nas relações entre os dois países.
Outros assuntos espinhosos na relação são a independência do Kosovo, apoiada pelos EUA, e a ampliação da Otan em direção ao leste, que Bush defendeu sem reservas.
Durante sua participação na cúpula da Otan, os aliados se comprometeram a incorporar no futuro a Ucrânia e a Geórgia, duas repúblicas ex-soviéticas.
A oposição da Rússia a qualquer aproximação da Otan a essas repúblicas é considerada a principal razão que levou alguns aliados a se declararem contra o "plano de ação" para a adesão dos dois países, um dos grandes objetivos de Bush em Bucareste.
Após as reuniões, Bush e Putin oferecerão uma entrevista coletiva, antes de continuar suas conversas em um almoço, a última atividade do presidente americano antes de retornar aos EUA.
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