Mundo
06/04/2008 - 13h00

Iraque deve voltar ao foco em campanha dos EUA nesta semana

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da Associated Press, em Washington

A guerra no Iraque deve voltar ao foco da campanha presidencial norte-americana nesta semana, quando o general David Petraeus, comandante das tropas norte-americanas no Iraque, irá ao Congresso apresentar os resultados do conflito.

Nas últimas semanas, a crise na economia americana tem deixado a guerra em segundo plano, mas isso deve mudar nesta semana. Na terça-feira, Petraeus vai participar de audiências no Comitê das Forças Armadas e de Relações Internacionais do Senado.

O comandante, que também vai conversar com o presidente George W. Bush, deve divulgar dados sobre uma suposta diminuição da violência no Iraque, especialmente em Bagdá. O provével candidato republicano John McCain voltou do país no mês passado exaltando esse sucesso.

Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton afirmam ser contra a guerra, com planos de iniciar a retirada das tropas do país no primeiro ou no segundo ano de seus mandados, caso vençam as eleições.

"É hora de acabar com essa guerra da maneira mais rápida e responsável possível", afirmou Hillary no mês passado, argumentando que a atual estratégia não atingiu seus objetivos porque os iraquianos ainda não estabeleceram uma reconciliação política.

Na sexta-feira, Obama também disse que quer acabar rápido com a guerra. "Nós ainda não temos uma boa resposta para a pergunta feira pelo senador [John] Warner da última vez que o general Petraeus esteve aqui: como esse esforço no Iraque nos tornou mais seguros e como nós esperamos que isso nos torne mais seguros no longo prazo?"

Uma pesquisa da CBS News divulgada em março mostrou quer a maioria dos norte-americanos acham que os Estados Unidos deveriam ter ido à guerra no Iraque. Mais da metade do público considera que o conflito vai mal e que a estratégia de aumentar as tropas não melhorou a situação.

Cenário

Sem a perspectiva de uma definição do duro páreo democrata pela candidatura presidencial dos EUA, Obama e Hillary já começam a fazer campanha nos Estados do oeste do país que estão entre os últimos a realizar prévias.

Uma pesquisa do instituto Gallup mostra Obama com uma pequena vantagem em nível nacional sobre Hillary na corrida pela nomeação do partido, com 49% contra 44%. A sondagem, realizada entre 1º e 3 de abril, tem margem de erro de 3%.

Obama lidera também na contagem de delegados, com 1.629, enquanto Hillary tem 1.486, segundo a rede CNN. Um dos pré-candidatos precisa somar 2.025 delegados para obter a nomeação democrata.

Devido à distribuição proporcional de delegados de acordo com os resultado das primárias, Hillary dificilmente conseguirá alcançar Obama, mesmo que tenha forte apoio nas últimas dez prévias, inclusive na Pensilvânia, no dia 22, onde 158 delegados estão em jogo.

Tal cenário deixa a decisão da candidatura para a convenção nacional do partido, nas mãos dos 800 superdelegados.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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