Mundo
06/04/2008 - 19h41

John McCain busca eleitores ignorados por políticos republicanos

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da Folha Online

O provável candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, planeja uma ampla campanha que irá cortejar eleitores normalmente ignorados por seu partido, que no passado se focou em receber os votos dos conservadores nas urnas.

"Precisamos ir a todo os EUA...(e) competir duro por cada seção do país", disse McCain no programa de TV "Fox News Sunday", em entrevista gravada na sexta-feira (4).

Mary Altaffer/AP
Provável candidato republicano John McCain recebe presente de veterano da Guerra do Vietnã após discursar no Arizona
Provável candidato republicano John McCain recebe presente de veterano da Guerra do Vietnã após discursar no Arizona

McCain, que ainda não conseguiu o apoio de boa parte dos conservadores, deixou claro que planeja uma campanha mais ampla que as realizadas pelo presidente George W. Bush, ao enfrentar Hillary Clinton ou Barack Obama como candidato do Partido Demcrata na eleição de novembro.

O senador pelo Arizona disse que irá buscar os votos dos negros e dos hispânicos, assim como de independentes e eleitores jovens, atraídos pelas campanhas democratas este ano.

"Não estou seguro de que o antigo cenário do Estado vermelho, Estado azul, que prevaleceu nas últimas eleições, funcione", afirmou McCain, em referência à forma com que as redes de TV classificam os Estados de maioria republicana de vermelho e os Estados de maioria democrata de azul, na noite da eleição.

"Creio que a maioria desses Estados que foram vermelhos ou azuis estarão em disputa", declarou McCain. Como exemplo, o senador pelo Arizona prometeu lutar pela Califórnia, que tem sido fortemente democrata nas últimas duas décadas e considerado como caso perdido pelo republicanos.

Democratas

Antes de os democratas poderem se concentrar nas eleições de novembro, devem escolher seu candidato. No entanto, Hillary e Obama ainda devem disputar a nomeação do partido por mais dois meses.

O próximo confronto será na Pensilvânia, no dia 22 de abril, onde 158 delegados estão em jogo. Mas os pré-candidatos fizeram campanha neste fim de semana em Montana, Estado esparsamente populado que raramente aparece no noticiário político.

Richard Clement/Reuters
Hillary Clinton faz discurso em Hillsboro, Oregon, no sábado; pré-candidata aparece atrás nas pesuquisas e soma de delegados
Hillary Clinton faz discurso em Hillsboro, Oregon, no sábado; pré-candidata aparece atrás nas pesquisas e soma de delegados

Em uma corrida na qual cada delegado que define o candidato conta, a disputa em Montana, no dia 3 de janeiro, ganhou uma importância inesperada. Nas eleições recentes, a candidatura do partido tem sido decidida nos Estados que realizam primárias e "caucus" mais cedo.

"Eu estou muito satisfeita que Montana terá a última palavra em quem iremos nomear para a Presidência dos EUA", afirmou a ex-primeira-dama, durante uma parada de campanha em Missoula, Montana.

A senadora por Nova York foi a única pré-candidata a fazer campanha neste domingo. Tanto Hillary quanto Obama e McCain devem voltar ao Senado dos EUA nesta semana, onde o Iraque estará no centro das discussões devido ao testemunho de David Petraeus, comandante do Exército dos EUA no Iraque.

Disputa

Obama, senador por Illinois, lidera o páreo democrata com 1.629 delegados, contra 1.486 de Hillary. Um dos pré-candidatos precisa somar 2.025 delegados para obter a nomeação democrata.

Devido à distribuição proporcional de delegados de acordo com os resultado das primárias, Hillary dificilmente conseguirá alcançar Obama, mesmo que tenha forte apoio nas últimas dez prévias, inclusive na Pensilvânia, no dia 22, onde 158 delegados estão em jogo.

Tal cenário deixa a decisão da candidatura para a convenção nacional do partido, nas mãos dos 800 superdelegados.

As chances de Hillary alcançar Obama diminuíram ainda mais na sexta-feira, quando os democratas de Michigan anunciaram que não realizarão sua primária novamente. Os democratas da Flórida já haviam anunciado que também não fariam um novo pleito.

Os dois Estados tiveram suas previas anuladas por terem sido antecipadas para janeiro, violando as regras do diretório nacional do partido.

Uma pesquisa do instituto Gallup mostra Obama com uma pequena vantagem em nível nacional sobre Hillary na corrida pela nomeação do partido, com 49% contra 44%. A sondagem, realizada entre 1º e 3 de abril, tem margem de erro de 3%.

Alguns democratas têm se preocupado com a prolongada disputa, que pode dividir o partido e fortalecer McCain.

"A única coisa que pode fazer McCain presidente é a desunião entre os democratas", disse Howard Dean, líder do Comitê Nacional Democrata ao programa de TV "Face the Nation", da CBS.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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