Mundo
06/04/2008 - 21h46

Estrategista-chefe de Hillary Clinton renuncia ao cargo

Publicidade

da Folha Online

Mark Penn, o estrategista-chefe da pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton, renunciou neste domingo ao seu posto após a controvérsia por seus contatos com o governo da Colômbia sobre o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os EUA, informou hoje o comitê da senadora.

"Após os eventos dos últimos dias, Mark Penn pediu para renunciar de seu papel como estrategista-chefe", declarou em comunicado Maggie Williams, diretora de campanha de Clinton.

Richard Clement/Reuters
A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton faz discurso em Hillsboro, Oregon, neste sábado
A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton faz discurso em Hillsboro, Oregon, neste sábado

Penn se reuniu na última segunda (31) com a embaixadora da Colômbia em Washington, Carolina Barco, para falar do TLC entre EUA e o país, ao qual Hillary diz se opor.

Penn é executivo-chefe da empresa de lobby Burson Marsteller Worldwide, que o governo da Colômbia havia contratado para promover a ratificação do TLC no Congresso americano.

Na reunião com Barco, Penn abordou a estratégia para conseguir a aprovação do tratado apesar da rejeição de Clinton ao acordo.

Depois que foi divulgado o encontro, Penn afirmou em comunicado que cometeu "um erro" ao se reunir com a embaixadora.

Em resposta, o governo da Colômbia cancelou no sábado seu contrato com a Burson Marstellere, contratada em março de 2007 para promover o TLC e o Plano Colômbia.

Segundo o jornal "The Wall Street Journal", a empresa recebeu US$ 700 mil em compensação por seu trabalho para a Colômbia.

O jornal afirma ainda que Penn recebeu US$ 20 milhões pelos serviços prestados à campanha de Clinton.

No comunicado deste domingo, Williams disse que Penn continuará dando assessoria e serviços de pesquisas à campanha de Clinton, mas não mais no cargo de estrategista-chefe.

O pré-candidato democrata Barack Obama também diz se opor ao tratado com a Colômbia devido à violência contra sindicalistas no país. Já o provável candidato republicano John McCain é a favor do acordo, segundo afirmações de sua assessora, Carly Fiorina.

Disputa

Obama, senador por Illinois, lidera o páreo democrata com 1.629 delegados, contra 1.486 de Hillary. Um dos pré-candidatos precisa somar 2.025 delegados para obter a nomeação democrata.

Devido à distribuição proporcional de delegados de acordo com os resultado das primárias, Hillary dificilmente conseguirá alcançar Obama, mesmo que tenha forte apoio nas últimas dez prévias, inclusive na Pensilvânia, no dia 22, onde 158 delegados estão em jogo.

Tal cenário deixa a decisão da candidatura para a convenção nacional do partido, nas mãos dos 800 superdelegados.

As chances de Hillary alcançar Obama diminuíram ainda mais na sexta-feira, quando os democratas de Michigan anunciaram que não realizarão sua primária novamente. Os democratas da Flórida já haviam anunciado que também não fariam um novo pleito.

Os dois Estados tiveram suas previas anuladas por terem sido antecipadas para janeiro, violando as regras do diretório nacional do partido.

Uma pesquisa do instituto Gallup mostra Obama com uma pequena vantagem em nível nacional sobre Hillary na corrida pela nomeação do partido, com 49% contra 44%. A sondagem, realizada entre 1º e 3 de abril, tem margem de erro de 3%.

Alguns democratas têm se preocupado com a prolongada disputa, que pode dividir o partido e fortalecer McCain.

"A única coisa que pode fazer McCain presidente é a desunião entre os democratas", disse Howard Dean, líder do Comitê Nacional Democrata ao programa de TV "Face the Nation", da CBS.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca