Hillary evita perguntas sobre saída de seu estrategista-chefe
Colaboração para a Folha Online
A pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton evita comentar sobre a renúncia de seu estrategista-chefe de campanha, Mark Penn. Neste domingo (6), em um comício no Novo México, Hillary não respondeu às insistentes perguntas dos repórteres sobre a saída de Penn, após a controvérsia por seus contatos com o governo da Colômbia sobre o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os EUA.
Segundo o comitê de campanha da senadora, Penn pediu para se afastar do cargo após a repercussão gerada na mídia. "Após os eventos dos últimos dias, Mark Penn pediu para renunciar de seu papel como estrategista-chefe", afirmou em um comunicado Maggie Williams, diretora de campanha de Hillary.
| 06.abr.08 Anne Medley/Reuters |
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| Hillary Clinton fala em evento de campanha em Montana, no dia da saída de Mark Penn |
Penn se reuniu na última segunda (31) com a embaixadora da Colômbia em Washington, Carolina Barco, para falar do TLC entre EUA e o país, ao qual Hillary diz se opor. Penn é executivo-chefe da empresa de lobby Burson Marsteller Worldwide, que o governo da Colômbia havia contratado para promover a ratificação do TLC no Congresso americano.
Segundo relatórios do Departamento de Justiça, a Colômbia concordou, no ano passado, em pagar US$ 300 mil (R$ 513 mil) a Burson-Marsteller para ajudar a "educar os membros do Congresso dos EUA e outras audiências" sobre o acordo de comércio e assegurar a continuidade do fundo norte-americano de US$ 5 bilhões (R$ 8,5 bilhões) para o programa de combate ao narcotráfico no país.
A participação de Penn no TLC foi tema de reportagem no jornal norte-americano "The Wall Street Journal", na sexta-feira (04). Depois da divulgação, Penn afirmou em comunicado que cometeu "um erro de julgamento" ao se reunir com a embaixadora.
O governo colombiano anunciou no sábado (5) que demitiu a Burson-Marsteller após o pedido de desculpas de Penn, pedido que considerou "uma falta de respeito" pelo país.
Assessores de campanha de Hillary afirmaram que tanto a senadora quanto seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, ficaram profundamente irritados com a atitude do ex-estrategista e rapidamente negociaram a saída de Penn.
No comunicado deste domingo, Williams disse que Penn continuará dando assessoria e serviços de pesquisas à campanha de Clinton, mas não mais no cargo de estrategista-chefe que deve ser assumido pelo diretor de comunicação da campanha, Howard Wolfson, e pelo pesquisador Geoff Garin.
Penn era conhecido pela equipe de campanha por constantemente discutir com outros assessores, incluindo o assessor de longa data Harold Ickes e o estrategista de mídia Mandy Grunwald que freqüentemente discordavam com seus conselhos e questionavam sua autoridade não comprovada para determinar a mensagem de campanha de Hillary.
Penn fez com que Hillary adotasse uma campanha que realçasse sua força e experiência política e focasse em questões práticas do governo em vez de investir no desejo de muitos eleitores por uma mudança na política atual, principal mensagem de campanha de seu rival democrata Barack Obama.
Com Associated Press
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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