Mundo
07/04/2008 - 08h00

Hillary evita perguntas sobre saída de seu estrategista-chefe

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Colaboração para a Folha Online

A pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton evita comentar sobre a renúncia de seu estrategista-chefe de campanha, Mark Penn. Neste domingo (6), em um comício no Novo México, Hillary não respondeu às insistentes perguntas dos repórteres sobre a saída de Penn, após a controvérsia por seus contatos com o governo da Colômbia sobre o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os EUA.

Segundo o comitê de campanha da senadora, Penn pediu para se afastar do cargo após a repercussão gerada na mídia. "Após os eventos dos últimos dias, Mark Penn pediu para renunciar de seu papel como estrategista-chefe", afirmou em um comunicado Maggie Williams, diretora de campanha de Hillary.

06.abr.08 Anne Medley/Reuters
US Democratic presidential candidate Senator Hillary Clinton (D-NY) addresses a town hall meeting at Northstar-Neptune Aviation at Missoula International Airport in Missoula, Montana, April 6, 2008. REUTERS/Anne Medley (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA) REUTERS
Hillary Clinton fala em evento de campanha em Montana, no dia da saída de Mark Penn

Penn se reuniu na última segunda (31) com a embaixadora da Colômbia em Washington, Carolina Barco, para falar do TLC entre EUA e o país, ao qual Hillary diz se opor. Penn é executivo-chefe da empresa de lobby Burson Marsteller Worldwide, que o governo da Colômbia havia contratado para promover a ratificação do TLC no Congresso americano.

Segundo relatórios do Departamento de Justiça, a Colômbia concordou, no ano passado, em pagar US$ 300 mil (R$ 513 mil) a Burson-Marsteller para ajudar a "educar os membros do Congresso dos EUA e outras audiências" sobre o acordo de comércio e assegurar a continuidade do fundo norte-americano de US$ 5 bilhões (R$ 8,5 bilhões) para o programa de combate ao narcotráfico no país.

A participação de Penn no TLC foi tema de reportagem no jornal norte-americano "The Wall Street Journal", na sexta-feira (04). Depois da divulgação, Penn afirmou em comunicado que cometeu "um erro de julgamento" ao se reunir com a embaixadora.

O governo colombiano anunciou no sábado (5) que demitiu a Burson-Marsteller após o pedido de desculpas de Penn, pedido que considerou "uma falta de respeito" pelo país.

Assessores de campanha de Hillary afirmaram que tanto a senadora quanto seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, ficaram profundamente irritados com a atitude do ex-estrategista e rapidamente negociaram a saída de Penn.

No comunicado deste domingo, Williams disse que Penn continuará dando assessoria e serviços de pesquisas à campanha de Clinton, mas não mais no cargo de estrategista-chefe que deve ser assumido pelo diretor de comunicação da campanha, Howard Wolfson, e pelo pesquisador Geoff Garin.

Penn era conhecido pela equipe de campanha por constantemente discutir com outros assessores, incluindo o assessor de longa data Harold Ickes e o estrategista de mídia Mandy Grunwald que freqüentemente discordavam com seus conselhos e questionavam sua autoridade não comprovada para determinar a mensagem de campanha de Hillary.

Penn fez com que Hillary adotasse uma campanha que realçasse sua força e experiência política e focasse em questões práticas do governo em vez de investir no desejo de muitos eleitores por uma mudança na política atual, principal mensagem de campanha de seu rival democrata Barack Obama.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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