Mundo
07/04/2008 - 13h31

Júri decide que mortes de Diana e Dodi foram causadas por negligência

Publicidade

da Folha Online

As mortes da princesa Diana e do seu noivo, Dodi al Fayed, em agosto de 1997 em um túnel em Paris, foram resultado da negligência do motorista do veículo em que viajavam, Henri Paul, e dos carros com paparazzi que perseguiam o casal, afirmou nesta segunda-feira um júri em Londres.

Ao término do inquérito judicial, o júri formado por 11 membros --seis mulheres e cinco homens-- decidiu por unanimidade que a morte da princesa e do seu noivo foi "homicídio por negligência".

27.ago.07/Efe
Fotografia tirada em 2007 de um monumento em homenagem à princesa Diana e a Dodi al Fayed em Londres (Reino Unido)
Fotografia tirada em 2007 de um monumento em homenagem à princesa Diana e a Dodi al Fayed em Londres (Reino Unido)

O júri, que passou quase seis meses ouvindo aproximadamente 250 testemunhas, afirmou que Paul havia ingerido álcool e dirigia muito rápido, fatores que contribuíram para o acidente.

O juiz havia descartado as teorias do multimilionário pai de Dodi, Mohammed al Fayed, de que "Diana foi assassinada pelos serviços secretos por ordem do duque de Edimburgo (príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth 2ª)". Ele deu aos membros do júri cinco opções de veredicto, nenhuma delas incluía qualquer sugestão de que o casal foi vítima de uma conspiração.

Entre as opções dados aos jurados, figuravam uma sentença de que a princesa Diana e Dodi morreram em um acidente ou que sua morte foi resultado de um homicídio por negligência.

Outra possibilidade era um veredicto aberto se os 11 membros do júri avaliassem que as provas eram insuficientes para chegar a uma conclusão.

Falta de provas

Na semana passada, o juiz Scott Baker, responsável pela investigação judicial sobre a morte de Diana, afirmou que não havia provas de que o príncipe Philip ou os serviços de espionagem britânicos MI6 tenham ordenado a morte da princesa, ao resumir o caso no Tribunal Superior de Londres.

"Não há provas de que o duque de Edimburgo tenha ordenado a execução de Diana, e não há provas de que os serviços de inteligência ou outro organismo do governo tenha organizado" o ato, disse Baker, ao resumir os pontos principais do caso, antes que os membros do júri se retirem para considerar a sentença.

O juiz acrescentou que as teorias da conspiração argumentadas pelo dono das lojas de departamento Harrods, o milionário egípcio Mohamed al Fayed, não tiveram fundamento.

"Não há prova alguma" para apoiar a afirmação de Al Fayed, que acredita que os serviços secretos, com o apoio do marido da rainha Elizabeth 2ª, participaram de uma conspiração para impedir que Diana e Dodi al Fayed pudessem se casar.

Durante os últimos meses, mais de 250 testemunhas prestaram depoimento, tanto no próprio tribunal quanto através de videoconferência do exterior. A tragédia também causou a morte do motorista do veículo, Henri Paul. O guarda-costas Trevor Rhys-Jones se salvou. Duas investigações --uma francesa e outra britânica-- concluíram na época que o casal morreu em um acidente trágico.

Com agências internacionais

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca