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07/04/2008 - 19h12

Questão racial influencia disputa pela nomeação democrata, aponta pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

Pesquisas realizadas pela agência de notícias Associated Press durante as primárias democratas mostram que os brancos que consideram o fator racial na disputa pela nomeação são mais propensos a apoiar a pré-candidata Hillary Clinton do que o seu rival Barack Obama. Da mesma maneira, os negros que consideram o fator racial como determinante para a disputa tendem a votar em Obama.

A cada sete eleitores brancos entrevistados, seis disseram que a questão da cor é um fator determinante para a escolha do candidato. Entre esses eleitores, 63% afirmou votar em Hillary e 32% disse apoiar Obama. A proporção muda entre os entrevistados brancos que disseram não considerar a questão racial como um fator indispensável. Neste caso, Hillary lidera as intenções de voto com 11 pontos percentuais de vantagem.

AP
Pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama; pesquisa indica que fator racial influencia escolha dos eleitores
Pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama; pesquisa indica que fator racial influencia escolha dos eleitores

Entre os negros, cerca de um em três entrevistados disse considerar a cor do candidato como significante para o seu voto e 88% dos democratas com esse perfil afirmaram votar em Obama. Os entrevistados negros que afirmaram que a cor não é um fator determinante também apoiaram Obama em sua grande maioria; com 81%.

Na pesquisa, os brancos que mais consideraram a cor como um fator determinante foram os habitantes do sul e das áreas rurais, com menos educação formal registrada, menos renda e mais idade. Entre os homens brancos com mais educação formal e renda, quem lidera é Obama.

A pesquisa revela que o fator racial pode influenciar nas primárias do próximo dia 22, na Pensilvânia, já que o eleitorado local é predominantemente branco. Uma recente pesquisa da universidade Quinnipiac mostra Hillary com uma vantagem confortável entre os brancos do Estado, enquanto Obama lidera facilmente entre os negros.

Ao decorrer de sua campanha, Obama evitou ser estigmatizado como o candidato dos negros. Na última sexta-feira (4), ele foi o único entre os três principais pré-candidatos a não viajar ao Tennessee para as celebrações pelo legado deixado pelo ativista Martin Luther King Jr., no 40º aniversário de sua morte.

Especialistas dos comitês dos pré-candidatos expressaram desconfianças em utilizar pesquisas para expressar a intenção dos eleitores, já que os entrevistados tendem a dar a resposta mais socialmente aceitável na ocasião.

Os dados foram obtidos em pesquisas conduzidas pela Associated Press e redes de televisão em 22 Estados norte-americanos (Alabama, Arkansas, Arizona, Califórnia, Connecticut, Delaware, Georgia, Illinois, Louisiana, Massachussets, Missouri, Mississippi, Nova Jersey, Novo Mexico, Nova York, Ohio, Oklahoma, Rhode Island, Tennessee, Texas, Utah e Vermont).

Foram entrevistados 24.657 eleitores democratas, entre eles 16.764 brancos e 5.336 negros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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