Missão humanitária deixa Colômbia após ser rejeitada pelas Farc
da Efe, em Paris
A missão humanitária enviada por França, Espanha e Suíça para dar assistência médica a Ingrid Betancourt e a outros reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com problemas de saúde deixará a Colômbia em breve, anunciou o Ministério de Exteriores da França em comunicado.
O motivo seria a rejeição da missão por parte da guerrilha, acrescenta a nota.
A manutenção da missão na Colômbia, onde chegou na quinta-feira passada com um avião-ambulância, "já não se justifica por enquanto e deve abandonar a Colômbia em breve", indica a nota.
"A determinação dos três países mediadores permanece intacta. Continuarão plenamente mobilizados em favor da libertação de Ingrid Betancourt e dos reféns mais fracos e de uma solução humanitária", encerra a nota divulgada esta noite em nome de França, Espanha e Suíça.
Farc
Horas antes, a "Agencia Bolivariana de Prensa" tinha divulgado um comunicado no qual a direção das Farc afirmava que a missão médica "não é procedente e menos ainda quando não é resultado da negociação".
"Como tinha dito o presidente (francês) Nicolas Sarkozy em seu último apelo a Manuel Marulanda e aos comandantes das Farc, esta rejeição é uma falta política grave, além de uma tragédia humanitária", ressalta a nota do ministério.
Os três países, lamentaram a decisão do secretariado da guerrilha, por ter sido "uma mensagem das Farc informando em termos claros que a saúde de Ingrid Betancourt tinha se debilitado profundamente" quando decidiram enviar sua missão médica à Colômbia.
Na nota, França, Espanha e Suíça agradecem às autoridades colombianas, que desde o começo lhes deram "todas as garantias de segurança e independência".
A direção das Farc, ao afirmar que a missão "não é procedente", disse que foi o resultado da "má fé" do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, perante o Palácio do Eliseu "e uma mentira desalmada às expectativas dos parentes dos prisioneiros".
Nas Farc "não agimos sob chantagens nem sob o impulso de campanhas midiáticas", sentenciou a direção da guerrilha.
O ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, irá em breve à região para discutir a situação dos reféns das Farc, após a guerrilha recusar a missão humanitária francesa.
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