Mundo
08/04/2008 - 21h18

Missão humanitária deixa Colômbia após ser rejeitada pelas Farc

Publicidade

da Efe, em Paris

A missão humanitária enviada por França, Espanha e Suíça para dar assistência médica a Ingrid Betancourt e a outros reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com problemas de saúde deixará a Colômbia em breve, anunciou o Ministério de Exteriores da França em comunicado.

O motivo seria a rejeição da missão por parte da guerrilha, acrescenta a nota.

A manutenção da missão na Colômbia, onde chegou na quinta-feira passada com um avião-ambulância, "já não se justifica por enquanto e deve abandonar a Colômbia em breve", indica a nota.

"A determinação dos três países mediadores permanece intacta. Continuarão plenamente mobilizados em favor da libertação de Ingrid Betancourt e dos reféns mais fracos e de uma solução humanitária", encerra a nota divulgada esta noite em nome de França, Espanha e Suíça.

Farc

Horas antes, a "Agencia Bolivariana de Prensa" tinha divulgado um comunicado no qual a direção das Farc afirmava que a missão médica "não é procedente e menos ainda quando não é resultado da negociação".

"Como tinha dito o presidente (francês) Nicolas Sarkozy em seu último apelo a Manuel Marulanda e aos comandantes das Farc, esta rejeição é uma falta política grave, além de uma tragédia humanitária", ressalta a nota do ministério.

Os três países, lamentaram a decisão do secretariado da guerrilha, por ter sido "uma mensagem das Farc informando em termos claros que a saúde de Ingrid Betancourt tinha se debilitado profundamente" quando decidiram enviar sua missão médica à Colômbia.

Na nota, França, Espanha e Suíça agradecem às autoridades colombianas, que desde o começo lhes deram "todas as garantias de segurança e independência".

A direção das Farc, ao afirmar que a missão "não é procedente", disse que foi o resultado da "má fé" do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, perante o Palácio do Eliseu "e uma mentira desalmada às expectativas dos parentes dos prisioneiros".

Nas Farc "não agimos sob chantagens nem sob o impulso de campanhas midiáticas", sentenciou a direção da guerrilha.

O ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, irá em breve à região para discutir a situação dos reféns das Farc, após a guerrilha recusar a missão humanitária francesa.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca