Mundo
09/04/2008 - 08h01

Após intensos debates sobre o Iraque, pré-candidatos voltam à rotina de campanha

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Colaboração para a Folha Online

Os três principais pré-candidatos à Casa Branca, os democratas Hillary Clinton e Barack Obama e o republicano John McCain, estão voltando às suas agendas de campanha nesta quarta-feira após uma audiência no Senado na qual revelaram suas divergências sobre a Guerra no Iraque.

Nesta terça-feira, os três voltaram ao papel de senadores do Congresso americano para participar da audiência com o comandante das tropas norte-americanas no Iraque, David Petraeus, e com o embaixador dos EUA no país, Ryan Crocker.

AP
O republicano John McCain (à esq.) e os democratas Barack Obama e Hillary Clinton
O republicano John McCain (à esq.) e os democratas Barack Obama e Hillary Clinton

Nesta quarta-feira, Hillary e Obama retornam para a campanha na Pensilvânia, que realiza suas primárias democratas em 22 de abril. O Estado coloca em jogo 158 delegados.

No final desta quarta-feira, Hillary viaja a Nova York para um concerto de Elton John organizado como evento de arrecadação de verbas para sua campanha. A meta é arrecadar US$ 2 milhões (R$ 3,4 milhões) para financiar uma intensa campanha nos poucos Estados restantes neste ciclo de primárias.

O espetáculo "Elton e Hillary: uma só noite" será no renomado teatro Radio City Music Hall. Os ingressos foram vendidos por US$ 125 (R$ 212), mas a assessoria da senadora não revelou se conseguiu lotar a platéia.

Já o republicano John McCain, ainda em meio a sua viagem biográfica pelos Estados Unidos, tem uma reunião agendada na Câmara Municipal de Connecticut.

Há duas semanas, o republicano visita locais e cidades importantes na sua trajetória e discursa sobre os valores morais e familiares que formaram seu caráter. Sua equipe de campanha espera que a viagem aumente a popularidade e o apelo de McCain entre o eleitorado.

Audiências no Senado

Nas audiências sobre a Guerra do Iraque no Senado, as atenções voltaram-se aos pré-candidatos mais do que a Petareus ou Crocker.

McCain, que já criticou inúmeras vezes a possibilidade de uma retirada das tropas, afirmou que a saída do Exército norte-americano "seria um fracasso na liderança política e moral".

O comentário foi rebatido por Hillary que, assim como Obama, defende a retirada das tropas o mais rápido possível. "Eu discordo fundamentalmente. Acredito que seria justo dizer que seria irresponsável continuar a política que não produziu os resultados que foram prometidos tantas vezes", disparou, em uma referência direta à constante crítica democrata de que McCain representaria apenas a continuidade do governo do atual presidente dos EUA, George W. Bush.

De sua cadeira no painel do Comitê de Relações Internacionais, Obama encorajou os dois oficiais a redefinir o sucesso das operações no Iraque como um sinal de que o conflito pode ser encerrado.

Obama disse ainda que estava preocupado se seria possível realizar os objetivos do conflito --eliminar completamente a rede terrorista Al Qaeda e as influências iranianas no país-- o que resultaria em mais 20 ou 30 anos da presença militar dos EUA no Iraque sem efetivamente obter resultados.

"Não há grandes ondas de violência. Ainda há corrupção, mas o país está lutando contra isso. [O Iraque] não é uma ameaça aos seus vizinhos e não é uma base da Al Qaeda. Para mim, parece um objetivo possível dentro deste período de tempo", defendeu.

Ambos os democratas defendem que a guerra, que recentemente completou cinco anos, tornou os EUA menos seguro e foi o principal motivo da crise econômica do país.

Já McCain defende que a intervenção norte-americana foi um sucesso e que a retirada das tropas seria uma derrota diante das forças terroristas que atuam no Oriente Médio.

No seu discurso de abertura, o comandante Petraeus afirmou que recomendaria ao presidente Bush que a retirada de parte das tropas já programada para julho seja adiada por 45 dias. Ele não determinou uma data na qual a retirada poderia recomeçar.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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