França continuará esforços por Betancourt, diz ministro
da Efe, em Paris
da Folha Online
Um dia após as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) terem rejeitado a missão humanitária para ajudar a libertar Ingrid Betancourt, o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, afirmou que a França continuará os esforços "de uma forma ou de outra" para libertar a refém.
"As Farc rejeitaram. Portanto o avião vai voltar. O que conta é que vamos continuar, de uma forma ou outra. É preciso encontrá-la", disse Kouchner à imprensa, ao final do Conselho de Ministros semanal.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a direção das Farc disse que a missão médica não era "procedente", não foi coordenada previamente e era o resultado da "má fé" do presidente colombiano, Álvaro Uribe, em relação ao Palácio do Eliseu.
| 30.nov.2007/AP |
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| A refém franco-colombiana Ingrid Betancour, detida pela guerrilha Farc há seis anos |
Após essa rejeição, as autoridades francesas anunciaram ontem à noite que a missão enviada à Colômbia saíra do país "em breve" e que Kouchner, também "em breve", viajará à região para "reavaliar a situação" com os dirigentes dos países mais envolvidos.
"Sem o acordo das Farc para esta missão muito precisa, que estava relacionada à urgência da situação humana e médica da franco-colombiana Ingrid Betancourt, não há neste momento nenhuma possibilidade para esta missão", disse hoje o ministro.
"É preciso ter isso em conta, mas isso não significa que desistimos. Ao contrário, estamos obstinados", completou Kouchner.
Ele também afirmou, sem dar datas, que em um futuro "bastante próximo" irá à região para tentar relançar os esforços em uma missão que "será, sem dúvida, diferente".
Rejeição
Nesta terça-feira à noite, França, Espanha e Suíça --os três países que tentavam intermediar o processo com as Farc-- divulgaram um comunicado em que lamentavam a decisão do secretariado da guerrilha.
Na nota, França, Espanha e Suíça agradecem às autoridades colombianas, que desde o começo lhes deram "todas as garantias de segurança e independência".
Horas antes, a Agencia Bolivariana de Imprensa havia divulgado um comunicado no qual a direção das Farc rejeitava a missão humanitária enviada à Colômbia.
"Não atuamos sob chantagem nem sob o impulso de campanhas midiáticas. Se no começo do ano o presidente Uribe tivesse liberado Pradera e Florida por 45 dias, tanto Ingrid Betancur (sic), como os militares e os guerrilheiros presos teriam recobrado sua liberdade, e seria a vitória de todos", acrescenta o comunicado.
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Especial



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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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