Mundo
09/04/2008 - 13h42

Ingrid Betancourt não tem febre amarela nem malária, diz marido

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da France Presse
da Folha Online

A refém franco-colombiana Ingrid Betancourt não sofre de febre amarela ou malária, afirmou nesta quarta-feira o marido dela, Juan Carlos Lecompte, ao iniciar uma viagem pela Colômbia.

Lecompte se reuniu com um dos médicos franceses da missão enviada pelo presidente Nicolas Sarkozy e entregou o histórico clínico de Betancourt. A missão fracassou após as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) anunciarem que ela não era "procedente".

De acordo com o histórico clínico da mulher, Betancourt foi vacinada contra a febre amarela em 2001 e a vacina tem vigência até 2011.

"O médico ficou muito feliz porque isto significa que ela não padece da doença", disse Lecompte, que chegou à capital do departamento de Guaviare. Ele afirmou que pretende buscar informações sobre a mulher na região de florestas da Colômbia.

Betancourt foi seqüestrada pelas Farc no dia 23 de fevereiro de 2002 e segue em poder da guerrilha desde então.

No fim de março, Lecompte afirmou, durante gravação de entrevista para o "Programa do Jô", da Rede Globo, em São Paulo, que Betancourt é a seqüestrada mais humilhada pelos guerrilheiros. Ele também pediu a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela libertação dos reféns.

Esforços

Um dia após as Farc terem rejeitado a missão humanitária para ajudar a libertar Betancourt, o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, afirmou que a França continuará os esforços "de uma forma ou de outra" para libertar a refém.

"As Farc rejeitaram. Portanto o avião vai voltar. O que conta é que vamos continuar, de uma forma ou outra. É preciso encontrá-la", disse Kouchner à imprensa, ao final do Conselho de Ministros semanal.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a direção das Farc disse que a missão médica não era "procedente", não foi coordenada previamente e era o resultado da "má fé" do presidente colombiano, Álvaro Uribe, em relação ao Palácio do Eliseu.

30.nov.2007/AP
A refém franco-colombiana Ingrid Betancour, detida pela guerrilha Farc há seis anos
A refém franco-colombiana Ingrid Betancour, detida pela guerrilha Farc há seis anos

Após essa rejeição, as autoridades francesas anunciaram ontem à noite que a missão enviada à Colômbia saíra do país "em breve" e que Kouchner, também "em breve", viajará à região para "reavaliar a situação" com os dirigentes dos países mais envolvidos.

"Sem o acordo das Farc para esta missão muito precisa, que estava relacionada à urgência da situação humana e médica da franco-colombiana Ingrid Betancourt, não há neste momento nenhuma possibilidade para esta missão", disse hoje o ministro.

"É preciso ter isso em conta, mas isso não significa que desistimos. Ao contrário, estamos obstinados", completou Kouchner.

Ele também afirmou, sem dar datas, que em um futuro "bastante próximo" irá à região para tentar relançar os esforços em uma missão que "será, sem dúvida, diferente".

Rejeição

Nesta terça-feira à noite, França, Espanha e Suíça --os três países que tentavam intermediar o processo com as Farc-- divulgaram um comunicado em que lamentavam a decisão do secretariado da guerrilha.

Na nota, França, Espanha e Suíça agradecem às autoridades colombianas, que desde o começo lhes deram "todas as garantias de segurança e independência".

Horas antes, a Agencia Bolivariana de Imprensa havia divulgado um comunicado no qual a direção das Farc rejeitava a missão humanitária enviada à Colômbia.

"Não atuamos sob chantagem nem sob o impulso de campanhas midiáticas. Se no começo do ano o presidente Uribe tivesse liberado Pradera e Florida por 45 dias, tanto Ingrid Betancur (sic), como os militares e os guerrilheiros presos teriam recobrado sua liberdade, e seria a vitória de todos", acrescenta o comunicado.

Comentários dos leitores
José Vitor (38) 15/10/2009 10h28
José Vitor (38) 15/10/2009 10h28
Título da Folha: "Farc ataca pequeno avião com 15 passageiros a bordo"
Texto da EFE: "Supostos guerrilheiros das Farc..."
Essa Folha de SP não presta mesmo...
sem opinião
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J. R. (1044) 07/10/2009 05h54
J. R. (1044) 07/10/2009 05h54
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Os Estados Unidos dão proteção a terroristas. A 33 anos Luis Posada Carriles foi o responsável pela bomba que derrubou o avião de passageiros de Cuba, matando 72 pessoas. Sistematicamente os USA tem se recusado a Cuba em extraditá-lo, mas agora é a Venezuela que faz coro à punição do terrorista. Isso lembra o episódio do líbio que a Escócia libertou recentemente, sob protestos dos USA, envolvido na explosão a bordo do avião da Lockerbie, que cumpriu a maior parte da sentença de 27 anos. A lei internacional que vale para os Estados Unidos não é a mesma lei internacional que eles aceitam para o mundo. Isso é prevaricação, viva o TPI, é o melhor que temos. Mesmo que eles não reconheçam seus terroristas, também terão que protegê-los em seu território, sabendo que não poderão sair de lá ou serão presos. Ficaria feliz em saber que algum dia o TPI condenará o neto de banqueiro da União Federal chamado George W. Bush, o açougueiro nazista.
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212 opiniões
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J. R. (1044) 04/10/2009 15h17
J. R. (1044) 04/10/2009 15h17
Lula lá 3° tempo, os votos estão garantidos, só falta remover o entulho da frente. Voto não faltará, a questão é conter os "revoltosos", apenas um "aumento" de salário resolve. 1 opinião
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