Após críticas, Obama concede entrevista a publicação gay
Colaboração para a Folha Online
O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama concedeu uma entrevista, nesta quarta-feira, à publicação gay norte-americana "The Advocate", após ter sido duramente criticado por defensores dos direitos dos homossexuais por não falar com a mídia gay.
À revista, Obama justificou a falta de entrevistas para o meio: "A imprensa gay pode sentir que eu não estou dando amor suficiente, mas basicamente toda a imprensa sente-se deste jeito toda hora".
| Jason Cohn/Reuters |
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| Barack Obama discursa na Pensilvânia sob seu principal lema, uma mudança na política |
O senador afirmou ainda que discursa freqüentemente contra a homofobia e em apoio aos direitos dos homossexuais.
Na semana passada, o jornal "The Philadelphia Gay News" publicou uma edição com um grande espaço branco em sua capa próximo a chamada para uma entrevista com a outra pré-candidata democrata Hillary Clinton. Foi um protesto da equipe do jornal por Obama não ter falado com a publicação.
Perguntado pela "The Advocate" sobre o que ele poderia efetivamente conquistar para a comunidade gay caso fosse eleito, Obama disse que poderia assinar uma legislação para banir a discriminação no ambiente de trabalho contra os homossexuais.
Obama disse ainda que gostaria que os transsexuais estivessem protegidos pelas leis, embora ache difícil que o Congresso norte-americano aprove uma legislação inclusiva deste tipo.
O senador afirmou também que parte de suas promessas caso seja eleito presidente é assegurar que a união civil entre casais do mesmo sexo tenha os mesmos benefícios federais que casamentos heterossexuais.
Polêmica
O tema mais polêmico da entrevista foi a política que proíbe de que homossexuais sirvam nas Forças Armadas.
Questionado sobre sua posição sobre o tema, Obama garantiu que não aprova a política "não pergunte, não responda", mas que, caso seja eleito presidente, não pedirá para os líderes das Forças Armadas combatam publicamente a proibição.
"Eu nunca tornaria isso um teste para os líderes militares. Mas eu acho que há um reconhecimento cada vez maior dentro das próprias Forças Armadas de que esta é uma estratégia contraproducente", afirmou.
Cauteloso, Obama fez questão de ressaltar que considera a proibição errada. "Nós estamos gastando grandes somas de dinheiro para dispensar homossexuais e lésbicas das nossas Forças armadas, alguns deles possuem especialidades, como capacidade de falar as línguas árabes, que nós precisamos desesperadamente. Isso não nos torna mais seguros", disse.
A revista adiantou trechos da entrevista com Obama para a agência de notícias Associated Press. A íntegra será publicada no site da revista nesta sexta-feira.
Com Associated Press
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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