Mundo
10/04/2008 - 08h06

Após críticas, Obama concede entrevista a publicação gay

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama concedeu uma entrevista, nesta quarta-feira, à publicação gay norte-americana "The Advocate", após ter sido duramente criticado por defensores dos direitos dos homossexuais por não falar com a mídia gay.

À revista, Obama justificou a falta de entrevistas para o meio: "A imprensa gay pode sentir que eu não estou dando amor suficiente, mas basicamente toda a imprensa sente-se deste jeito toda hora".

Jason Cohn/Reuters
Democratic US Presidential candidate Senator Barack Obama (D-IL) speaks at a campaign event at Soldiers and Sailors Military Museum and Memorial in Pittsburgh, Pennsylvania, March 28, 2008. REUTERS/Jason Cohn (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Barack Obama discursa na Pensilvânia sob seu principal lema, uma mudança na política

O senador afirmou ainda que discursa freqüentemente contra a homofobia e em apoio aos direitos dos homossexuais.

Na semana passada, o jornal "The Philadelphia Gay News" publicou uma edição com um grande espaço branco em sua capa próximo a chamada para uma entrevista com a outra pré-candidata democrata Hillary Clinton. Foi um protesto da equipe do jornal por Obama não ter falado com a publicação.

Perguntado pela "The Advocate" sobre o que ele poderia efetivamente conquistar para a comunidade gay caso fosse eleito, Obama disse que poderia assinar uma legislação para banir a discriminação no ambiente de trabalho contra os homossexuais.

Obama disse ainda que gostaria que os transsexuais estivessem protegidos pelas leis, embora ache difícil que o Congresso norte-americano aprove uma legislação inclusiva deste tipo.

O senador afirmou também que parte de suas promessas caso seja eleito presidente é assegurar que a união civil entre casais do mesmo sexo tenha os mesmos benefícios federais que casamentos heterossexuais.

Polêmica

O tema mais polêmico da entrevista foi a política que proíbe de que homossexuais sirvam nas Forças Armadas.

Questionado sobre sua posição sobre o tema, Obama garantiu que não aprova a política "não pergunte, não responda", mas que, caso seja eleito presidente, não pedirá para os líderes das Forças Armadas combatam publicamente a proibição.

"Eu nunca tornaria isso um teste para os líderes militares. Mas eu acho que há um reconhecimento cada vez maior dentro das próprias Forças Armadas de que esta é uma estratégia contraproducente", afirmou.

Cauteloso, Obama fez questão de ressaltar que considera a proibição errada. "Nós estamos gastando grandes somas de dinheiro para dispensar homossexuais e lésbicas das nossas Forças armadas, alguns deles possuem especialidades, como capacidade de falar as línguas árabes, que nós precisamos desesperadamente. Isso não nos torna mais seguros", disse.

A revista adiantou trechos da entrevista com Obama para a agência de notícias Associated Press. A íntegra será publicada no site da revista nesta sexta-feira.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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