Mundo
10/04/2008 - 12h37

Colin Powell diz que próximo presidente deve reduzir tropas no Iraque

Publicidade

da Associated Press, em Washington
da Folha Online

O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos Colin Powell afirmou nesta quinta-feira que o próximo a assumir a Casa Branca deve enfrentar a realidade que o país não pode continuar com um número tão grande de tropas no Iraque e no Afeganistão.

Sem declarar para quem dará seu apoio político, Powell disse: "Qualquer um que se tornar o presidente em 1º de janeiro de 2009 enfrentará uma força militar que não pode continuar a sustentar 140 mil pessoas no Iraque e outras 20 ou 25 mil alocadas no Afeganistão".

12.set.01Susan Walsh/AP
** FILE ** Then-Secretary of State Colin Powell gestures during a news conference at the State Department in Washington in this Sept. 12, 2001 file photo. Powell said Thursday, April 10, 2008, that President Bush's successor will have to come to grips with the reality that the United States cannot continue to keep such large numbers of troops in Iraq and Afghanistan. (AP Photo/Susan Walsh, File)
Ex-secretário de Estado dos EUA Colin Powell defende a retirada das tropas

Contudo, os comentários de Powell em sua entrevista à rede de televisão norte-americana ABC pareceram uma referência indireta ao provável candidato republicano "[John McCain]": que defende a manutenção da intervenção no Iraque.

Em entrevista à Folha Online, o professor de Ciência Política da Universidade da Pensilvânia Ian Lustick defendeu que o país esgotou seus recursos militares com a empreitada no Iraque e que McCain poderá ser o mais prejudicado por sua defesa do conflito.

No renomado programa "Good Morning America", Powell alertou que o próximo presidente enfrentará grandes limitações para a retirada das tropas --proposta defendida pelos democratas Barack Obama e Hillary Clinton.

"Eles terão de fazer uma retirada gradual. Nenhum deles terá a flexibilidade de apenas dizer nós estamos fora daqui, desliguem os aparelhos, desliguem as luzes, nós estamos indo", avalia.

Powell, que é ex-presidente do Joint Chiefs of Staff, grupo de líderes militares que aconselha o presidente, criticou publicamente a invasão ao Iraque quando a idéia foi lançada pelo presidente George W. Bush.

Endosso

Na entrevista desta quinta-feira, Powell afirmou que considera cada um dos pré-candidatos à Casa Branca como um amigo. "Eu estou pensando nos três pré-candidatos. Ainda não decidi em quem vou votar", esquivou-se.

No ano passado, Powell doou US$ 2.300 (R$ 3.889), quantia máxima permitida pela legislação norte-americana, para a campanha de McCain.

No lado democrata, Powell elogiou Obama por sua resposta aos comentários controversos de seu ex-pastor, Jeremiah Wright. Wright afirmou que os Estados Unidos atraíram os ataques terroristas de 11 de setembro 2001 com sua política de apoio ao terrorismo, que o governo criou a Aids para "destruir as pessoas de cor" e que o país é fundamentalmente racista.

Obama, que defende que os norte-americanos transcendam as diferenças para resolver os problemas da nação, proclamou um aclamado discurso sobre a questão racial.

"Eu achei que o senador Obama lidou bem com o problema", disse Powell, o primeiro secretário de Estado negro dos EUA. "Ele não abandonou o ministro que o aproximou da fé, mas ao mesmo tempo ele condenou o tipo de declaração que o reverendo Wright fez", completou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca