Colin Powell diz que próximo presidente deve reduzir tropas no Iraque
da Associated Press, em Washington
da Folha Online
O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos Colin Powell afirmou nesta quinta-feira que o próximo a assumir a Casa Branca deve enfrentar a realidade que o país não pode continuar com um número tão grande de tropas no Iraque e no Afeganistão.
Sem declarar para quem dará seu apoio político, Powell disse: "Qualquer um que se tornar o presidente em 1º de janeiro de 2009 enfrentará uma força militar que não pode continuar a sustentar 140 mil pessoas no Iraque e outras 20 ou 25 mil alocadas no Afeganistão".
| 12.set.01Susan Walsh/AP |
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| Ex-secretário de Estado dos EUA Colin Powell defende a retirada das tropas |
Contudo, os comentários de Powell em sua entrevista à rede de televisão norte-americana ABC pareceram uma referência indireta ao provável candidato republicano "[John McCain]": que defende a manutenção da intervenção no Iraque.
Em entrevista à Folha Online, o professor de Ciência Política da Universidade da Pensilvânia Ian Lustick defendeu que o país esgotou seus recursos militares com a empreitada no Iraque e que McCain poderá ser o mais prejudicado por sua defesa do conflito.
No renomado programa "Good Morning America", Powell alertou que o próximo presidente enfrentará grandes limitações para a retirada das tropas --proposta defendida pelos democratas Barack Obama e Hillary Clinton.
"Eles terão de fazer uma retirada gradual. Nenhum deles terá a flexibilidade de apenas dizer nós estamos fora daqui, desliguem os aparelhos, desliguem as luzes, nós estamos indo", avalia.
Powell, que é ex-presidente do Joint Chiefs of Staff, grupo de líderes militares que aconselha o presidente, criticou publicamente a invasão ao Iraque quando a idéia foi lançada pelo presidente George W. Bush.
Endosso
Na entrevista desta quinta-feira, Powell afirmou que considera cada um dos pré-candidatos à Casa Branca como um amigo. "Eu estou pensando nos três pré-candidatos. Ainda não decidi em quem vou votar", esquivou-se.
No ano passado, Powell doou US$ 2.300 (R$ 3.889), quantia máxima permitida pela legislação norte-americana, para a campanha de McCain.
No lado democrata, Powell elogiou Obama por sua resposta aos comentários controversos de seu ex-pastor, Jeremiah Wright. Wright afirmou que os Estados Unidos atraíram os ataques terroristas de 11 de setembro 2001 com sua política de apoio ao terrorismo, que o governo criou a Aids para "destruir as pessoas de cor" e que o país é fundamentalmente racista.
Obama, que defende que os norte-americanos transcendam as diferenças para resolver os problemas da nação, proclamou um aclamado discurso sobre a questão racial.
"Eu achei que o senador Obama lidou bem com o problema", disse Powell, o primeiro secretário de Estado negro dos EUA. "Ele não abandonou o ministro que o aproximou da fé, mas ao mesmo tempo ele condenou o tipo de declaração que o reverendo Wright fez", completou.
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Especial




Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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