Obama quer mudar pagamento dos executivos da crise imobiliária
Colaboração para a Folha Online
O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama pedirá, nesta sexta-feira, que os acionistas possam decidir quanto os executivos da empresa recebem.
No discurso que fará para repórteres, Obama diz que atuará pela aprovação no Congresso norte-americano da legislação que exige que as corporações estabeleçam o voto não-obrigatório dos seus acionistas sobre os pacotes de compensação e benefícios extras.
O evento faz parte de sua campanha em Indiana, Estado que realizará suas primárias em 6 de maio. Obama e sua rival democrata Hillary Clinton estão em uma disputa acirrada no Estado e investem nos discursos com planos para a economia como forma de atrair seus eleitores.
"Isso não é apenas sobre expressar meu ultraje. É sobre mudar um sistema onde o mau comportamento é recompensado de forma que nós possamos controlar os CEOs [executivos] e ter certeza que eles estão agindo de uma forma que é bom para a América e não apenas bom pare eles mesmos", diz Obama em seu discurso.
Eleitorado
A desigualdade de salários é um tema de grande influência entre os eleitores, especialmente os trabalhadores de classe média que Obama está tentando tirar de Hillary nas regiões com mais problemas econômicos, como Indiana e a Pensilvânia, que fará suas primárias em 22 de abril.
Muitos destes trabalhadores e sindicalistas expressaram sua revolta sobre as enormes quantias pagas aos executivos de algumas empresas como a Bear Stearns Cos e Countrywide Financial Corp, envolvidas diretamente na crise imobiliária e financeira que afeta a economia do país e prejudicou diretamente estes trabalhadores.
O jornal norte-americano "USA Today" publicou nesta semana uma reportagem na qual apontava que os 50 maiores executivos-chefes dos Estados Unidos ganharam, cada um, cerca de U$ 15,7 milhões (R$ 26,5 milhões) no ano passado, mesmo que algumas das companhias não tenham tido bons resultados.
"Nós vimos o que acontece quando CEOs são pagos para fazer seus trabalhos não importa quão mau executivos eles sejam. Nós não podemos mais adiar esta reforma. É por isso que Washington precisa agir imediatamente para aprovar esta legislação", diz Obama.
Rivais
Hillary já declarou seu apoio à legislação defendida por Obama.
O provável candidato republicano John McCain afirmou, no sábado (05), que é um ultraje quando alguém destas empresas ganha milhões e milhões de dólares em ações. Disse ainda que divide o sentimento de revolta dos acionistas que perderam milhões de dólares com a performance desastrosa das empresas na crise.
"Eu acho que é inaceitável quando o cara que é o líder da Countrywide e seus conspiradores fazem grandes quantias de dinheiro quando os americanos encaram a ameaça de perder suas casas", afirmou a repórteres.
Com Reuters e Associated Press
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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