Mundo
11/04/2008 - 16h07

Democratas apresentam propostas nos EUA; impasse beneficia McCain

Colaboração para a Folha Online

Os dois pré-candidatos democratas nos EUA, Barack Obama e Hillary Clinton, apresentam propostas para eleitores da Pensilvânia e de Indiana, Estados que realizarão as próximas eleições primárias.

Hillary vai propor um pacote anti-crime para diminuir a taxa de assassinatos nos EUA. O plano contará com US$ 4 bilhões (R$ 6,73 bilhões) por ano em medidas que incluem programas de redução do número de ex-condenados que voltam à prisão e incentivos para que os Estados contratem mais policiais e procuradores.

O plano da senadora será detalhado ainda nesta sexta-feira na Pensilvânia, onde ocorrem as próximas primárias, no próximo dia 22.

Obama discursou para repórteres em Indiana sobre uma proposta que determina o poder de decisão dos acionistas de empresas sobre o quanto os executivos recebem.

O senador por Illinois divulgou previamente partes de seu discurso, no qual afirma que atuará pela aprovação no Congresso norte-americano da legislação que exige o estabelecimento do voto não-obrigatório de acionistas sobre os pacotes de compensação e benefícios extras. As primárias de Indiana ocorrem em 6 de maio.

Os pré-candidatos democratas apresentam seus planos um dia após a divulgação de uma pesquisa da Associated Press que apontou os eleitores democratas como influenciáveis pela demora na nomeação do partido.

Os entrevistados afirmaram que poderiam até trocar de partido e votar no provável candidato republicano John McCain, caso o seu candidato não obtiver o direito de concorrer à Presidência dos Estados Unidos na Convenção Nacional do Partido.

E os números mostram como o impasse democrata beneficia McCain, que está matematicamente empatado com Hillary e Obama em supostas eleições gerais. Segundo a pesquisa, Hillary está na frente, com 48% das intenções de voto. McCain ficou com 45%.

No caso de um pleito contra Obama, o resultado é ainda mais acirrado: 45% das intenções de voto para cada um. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

Em fevereiro, uma pesquisa semelhante apontava 51% das intenções de voto para Obama, contra 41% para McCain. Hillary também liderava fora da margem de erro: 48% a 43%.

Em relação à McCain, Obama perdeu votos entre as mulheres, de 57% em fevereiro para 47% em abril. O senador democrata também perdeu 9 pontos percentuais entre os eleitores com menos de 35 anos com alta renda, brancos, católicos, independentes, moradores do sul e que possuem educação até o Ensino Médio.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
É muito interessante o debate nesse espaço de jornal, cada um tem sua forma de pensar e de ver o mundo. Alguns pensam que por terem uma centena de posts sabem mais do que aqueles que "chegaram agora". Da minha parte gosto de debater e me divirto com a discussão. Só gostaria que os debates fossem sobre opinião e não sobre conhecimentos em alguma área, como por exemplo a religiosa, tão usada aqui para explicar as desgraças do mundo. Uma coisa que já aprendi é que conhecimento não tem nada a ver com sabedoria. A pessoa conhecer cada palavra da Bíblia não significa que tenha sabedoria sequer para compreender o que nela está escrito, que dirá para usar os ensinamentos. Como exemplo notório está o falecido pastor americano Billy Graham, tido por muitos dentro da sua roda como um iluminado, mas que nunca passou de um reacionário mesquinho e que tentava, através dos votos que poderia conseguir para um determinado candidato, influenciar a política mundial como uma iminência parda. Graham conseguiu o que queria, e dizem que esteve envolvido até no envio dos navios que patrulharam as costas brasileiras no golpe militar de 1964. Tudo isso com a Bíblia na mão, pregando em nome de Deus e fazendo sua palavra ser ouvida com mão de ferro, fêz escola... Sabedoria é outra coisa, e enquanto alguém usar a fé como forma de dominação não haverá paz no mundo. O fanatismo religioso cristão é tão estúpido quanto o muçulmano, ou judeu. E Jesus, só pra citar a nossa parte não tem nada com isso. sem opinião
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Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. 1 opinião
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