Mundo
12/04/2008 - 14h28

Rivais criticam Obama por declarações sobre eleitores do interior

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da Folha Online

A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton e a campanha do provável candidato republicano John McCain criticaram neste sábado Barack Obama pelo que consideraram declarações arrogantes do candidato.

Em um vídeo gravado para reunir fundos e difundido em Indiana na semana passada, Obama se referiu aos problemas econômicos em alguns Estados do país. "Nesses pequenos povoados da Pensilvânia, como em outros pequenos povoados da região central, os postos de trabalho têm desaparecido durante 25 anos sem que sejam repostos", disse.

10.abr.08/Alex Brandon/AP
Obama discursa em Indiana na última quinta-feira (10); Hillary e McCain o criticaram por declarações consideradas arrogantes
Obama discursa em Indiana na última quinta-feira (10); Hillary e McCain o criticaram por declarações consideradas arrogantes

"Não é estranho que estejam ressentidos, que se segurem às armas, à religião ou à antipatia pela gente que não é como eles, ao sentimento antiimigrante ou ao sentimento anticomércio como forma de explicar suas frustrações", acrescentou.

A ex-primeira-dama, que disputa com Obama a candidatura democrata, disse hoje na Filadélfia que esses comentários demonstram que o senador por Illinois menospreza os eleitores da Pensilvânia, cenário das primárias do dia 22 deste mês.

"[Os cidadãos da] Pensilvânia não necessitam de um presidente que os olhe com desprezo. Necessitam de um presidente que os defenda, que lute por eles, que trabalhe pelo seu futuro, pelas suas famílias", disse.

Segundo Steve Schmidt, assessor do senador John McCain, qualificou os comentários de Obama como "notáveis e extremamente reveladores". "Demonstram um elitismo e uma condescendência com relação aos trabalhadores norte-americanos que tiram o fôlego. É difícil imaginar que haja alguém que aspire à Presidência e esteja mais fora da realidade dos norte-americanos médios", acrescentou.

Obama respondeu às críticas em um discurso em Indiana em que rechaçou as acusações de que está por fora da realidade. "Quando falo com as pessoas ressalto a frustração, a indignação e amargura. Estão frustrados e com razão. Eles têm visto o colapso de sua economia. Têm perdido seu trabalho e suas pensões", disse.

Ao mesmo tempo, Obama afirmou que os que estão fora da realidade são Hillary e McCain. "Foi preciso três tentativas para se convencer que havia uma crise imobiliária", disse, referindo-se a McCain.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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