Macedônia realizará eleições antecipadas em 1º de junho
da Efe, em Skopje
A ex-república iugoslava da Macedônia realizará eleições antecipadas em 1º de junho, enquanto passa por uma grave crise política desde a independência do vizinho Kosovo e a recente decisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de não convidá-la à adesão à Aliança de forma imediata.
O presidente do Parlamento macedônio, Ljubisa Georgievski, fez este anúncio hoje, em Skopje, em conseqüência da dissolução da câmara.
Os deputados do conservador Organização Revolucionária Interna da Macedônia-Partido Democrático pela União Nacional Macedônia (VMRO-DPMNE) e do albanês Partido Democrático dos Albaneses (DPA) apoiaram uma moção apresentada pelo opositor União Democrática da Macedônia (BDI) e dissolveram o Parlamento.
A decisão dos três partidos permitiu a realização das eleições antecipadas.
Cerca de 25% dos 2 milhões de habitantes da Macedônia é de etnia albanesa, assim como no Kosovo e na Albânia, enquanto que o restante é, na grande maioria, macedônia.
A opositora União Social-Democrata da Macedônia (SDSM) do presidente macedônio, Branko Crvenkovski, se opunha à realização de eleições antecipadas por considerá-las uma perda de tempo diante do desafio de achar uma solução para a disputa com a Grécia sobre o nome do país, condição indispensável para entrar na Otan.
Além disso, a Macedônia deve cumprir as reformas pendentes para poder iniciar as negociações para a adesão à União Européia (UE), pendentes desde 2005.
Na semana passada, a Macedônia não conseguiu ser convidada imediatamente a aderir à Otan por causa do conflito sobre o nome do país, mas a Aliança Atlântica decidiu efetivar o convite assim que firme com a Grécia uma solução a respeito.
O primeiro-ministro macedônio, Nikola Gruevski, do VMRO-DPMNE, acusou a oposição de bloquear há dois anos centenas de leis reformistas.
Ele afirmou que, com as eleições antecipadas, será possível colocar um ponto final a esta situação, para que o país possa seguir em frente.
A oposição acusa o governo de querer usar o pleito para evitar a responsabilidade por não ter conseguido entrar na Otan, iniciar as negociações de adesão com a UE e melhorar a situação econômica do país.
O governo de Gruevski iniciou seu trabalho em 2006, mas nunca conseguiu se estabilizar totalmente. Em março, o DPA abandonou a coalizão, porque o Executivo ainda não tinha reconhecido a independência unilateral do Kosovo nem cumprido várias reivindicações da minoria albano-macedônia.
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