Mundo
13/04/2008 - 12h16

Hillary volta a atacar Obama por comentários sobre trabalhadores "ressentidos"

Publicidade

da Folha Online

A nove dias das primárias da Pensilvânia, a pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton luta para manter vivas suas possibilidades de chegar à Casa Branca.

Qualquer outra coisa que não seja uma vitória nesse Estado no dia 22 de abril diminuiria muito suas esperanças na disputa com o seu rival democrata, Barack Obama, pela nomeação do partido.

M. Spencer Green/Molly Riley/AP/Reuters
Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton disputam a candidatura do partido à Presidência dos Estados Unidos
Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton disputam a candidatura do partido à Presidência dos Estados Unidos

Por isso, neste domingo, Hillary insistiu nos comentários de Obama de que os trabalhadores estão "ressentidos", buscando um impulso para recuperar suas possibilidades na carreira.

"As observações do senador Obama são elitistas e estão fora da realidade. Não refletem os valores e crenças dos norte-americanos. Certamente, nenhum dos norte-americanos que eu conheço", disse em um comício em Indiana.

Obama disse que "há muita gente nas pequenas cidades da Pensilvânia, nas cidades de Indiana (...) que está ressentida". "Estão enojados. Têm a impressão de terem sido abandonados", disse.

Neste sábado, após receber críticas de seus rivais, Obama disse que usou palavras erradas para descrever como estão atualmente os habitantes de pequenas cidades do Estado da Pensilvânia.

"Eu disse algo que todo mundo sabe que é verdade, que há pessoas em pequenas cidades na Pensilvânia, aqui em Indiana, em Illinois, que estão amarguradas", disse ontem Obama em Muncie, em Indiana.

"Então eu disse que quando você está amargurado, você se volta para o que pode contar (...). Agora, eu não disse isto como eu deveria ter feito", reconheceu Obama durante discurso.

"Se eu disse coisas em uma maneira na qual as pessoas se sentiram ofendidas, eu profundamente me arrependo por isto", disse Obama em uma entrevista ao "Winston-Salem Journal".

O episódio pode ameaçar o desempenho do candidato nas primárias da Pensilvânia. As frases evocam uma imagem que Obama tenta evitar --a do advogado formado em Harvard que é arrogante e distanciado da realidade. Hillary e Obama devem se enfrentar em um debate frente a frente na Filadélfia na quarta-feira à noite.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca