Governo colombiano nega que Betancourt corra risco de morte
da France Presse, em Bogotá
A refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) Ingrid Betancourt não está correndo risco de morte, apesar de sofrer com problemas gástricos, desnutrição e possivelmente malária, afirmou o alto comissário para a Paz do governo colombiano, Luis Carlos Restrepo, em uma entrevista publicada neste domingo.
"Dentro do governo temos avaliado todas as informações que nos chegaram e, junto com a França, considerados o seguinte: Ingrid está com doenças crônicas, mas não está correndo risco iminente de morte", disse o conselheiro ao jornal "El Tiempo".
Restrepo acrescentou que "tudo parece indicar que ela possui um problema gastrointestinal crônico e também sinais de desnutrição", e "algumas indicações de malária e estresse e depressão".
"Também sabemos que seu temperamento forte, suas polêmicas com os seqüestradores, algumas vezes dificultam as coisas para ela e para os demais reféns, mas não há um risco iminente de morte como diziam os rumores dos últimos dias", afirmou.
Restrepo não divulgou a origem dessa informação, que segundo disse também é conhecida pelos governos da França, Espanha e Suíça, que mediam o caso.
Betancourt foi seqüestrada pelas Farc no dia 23 de fevereiro de 2002 e segue em poder da guerrilha desde então.
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