Mundo
14/04/2008 - 03h47

Colômbia diz que presença de Reyes é prova de negligência equatoriana

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da Efe, em Bogotá
da Folha Online

O governo da Colômbia afirmou que a presença de Raúl Reyes, o número dois das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), morto em 1º de março, em território equatoriano é a prova de que militares do país foram desautorizados pela administração de Quito para lutar contra os rebeldes.

Em comunicado, o governo colombiano diz "que a grande prova foi a presença notória de Raúl Reyes no Equador, atentando desde lá contra o povo colombiano". Segundo o governo de Bogotá, o presidente equatoriano foi negligente com as Farc.

O breve documento de dois pontos diz que a "Colômbia, como toda nação, tem, mais que o direito, a obrigação de proteger seus cidadãos".

Horas antes, o governo de Álvaro Uribe tinha expressado em comunicado que a Colômbia "soube que as Forças Armadas do Equador foram desautorizadas pelo Presidente Rafael Correa quando antecipavam operações contra das Farc em território equatoriano".

Os atritos diplomáticos entre Bogotá e Quito se acentuaram após a operação desenvolvida por militares colombianos em solo equatoriano, em março.

O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia por considerar que seu território foi violado e, embora os dois governos tenham manifestado querer restabelecê-las, as iniciativas não cristalizaram e são freqüentes os atritos entre ambas as partes.

Neste domingo (13), o governo equatoriano negou a acusação da Colômbia de que Correa impediu que os militares colombianos atuassem contra a guerrilha das Farc.

Bogotá acusou o presidente Correa de impedir os militares colombianos de combaterem as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território equatoriano.

 

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