Mundo
14/04/2008 - 04h31

Hillary tenta aproveitar passo em falso de Obama na Pensilvânia

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da Efe, em Washington

A senadora Hillary Clinton tentou aproveitar o passo em falso dado por seu rival pela candidatura democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, na Pensilvânia, onde em nove dias serão realizadas primárias decisivas para as pretensões de ambos.

Hillary, que esteve neste domingo (13) em Scranton (Pensilvânia), multiplicou suas referências às palavras de seu rival, que na semana passada se referiu à "amargura" da classe trabalhadora do estado de uma forma que muitos --inclusive a senadora-- interpretaram como condescendente e elitista.

Em entrevista coletiva, Hillary afirmou hoje que Obama "é um homem com muito talento e muito dotado", mas que seus comentários haviam sido elitistas.

"Infelizmente, o Partido Democrata foi visto por muita gente na última década como elitista e distante", afirmou.

Obama se desculpou por suas palavras, gravadas durante um ato com doadores de campanha em São Francisco, na semana passada, e nas quais se referiu à "amargura" dos habitantes da Pensilvânia, onde postos de trabalho vem sendo perdidos ao longo dos últimos anos.

"Acontece com esses pequenos povoados da Pensilvânia, como em outros pequenos povoados da região central, que os postos de trabalho desapareceram durante 25 anos sem que tenham sido substituídos", afirmou.

"Não é estranho que estejam ressentidos, que se agarrem às suas armas, à religião ou à antipatia contra as pessoas que não são como eles, ao sentimento anti-imigração ou anti-comércio como forma de explicar suas frustrações", acrescentou.

Desculpas

Em entrevista concedida no sábado ao jornal "Winston-Salem Journal", o senador se desculpou pelas declarações.

"Se me expressei de modo ofensivo a alguém, lamento profundamente", afirmou.

"A verdade contida no que disse se mantém, e é simplesmente de que o povo que viu prejudicado seu modo de vida por problemas econômicos se sente frustrado e tem razões para isso", continuou.

Suas declarações originais representam uma oportunidade de ouro para Hillary, na reta final rumo às primárias da Pensilvânia, no próximo dia 22, que a senadora por Nova York precisa ganhar para manter suas chances na corrida eleitoral.

Favorita

Hillary é favorita nessas primárias, embora nas últimas duas semanas Obama tenha ganhado terreno nas pesquisas diminuindo a diferença --em relação à senadora-- para entre quatro e seis pontos, comparado aos cerca de 20 de um mês atrás.

Ambos miram os eleitores de classe trabalhadora, muito numerosos nesse estado, e que em outras primárias tenderam a apoiar Hillary.

Obama tem vantagem quanto ao número de delegados obtidos nas prévias realizadas até agora.

No entanto, é improvável que algum dos dois consiga os 2.024 delegados de que necessitam para garantir a candidatura de seu partido sem recorrer ao apoio dos "superdelegados".

O senador por Indiana Evan Bayh, partidário de Hillary, afirmou hoje em declarações à cadeia "CNN" que os comentários de Obama provam que a senadora está em melhores condições para enfrentar os republicanos na campanha presidencial.

"Uma das coisas que devemos nos perguntar é quem está em melhor posição para ganhar nas áreas onde republicanos e democratas estão mais empatados, como pode ser o caso da Pensilvânia", declarou Bayh, que explicou que a chave está nas "pessoas da classe trabalhadora, de povoações pequenas".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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