Mundo
14/04/2008 - 15h14

Hillary e Obama se enfrentam em debate na próxima quarta-feira

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Colaboração para a Folha Online

Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton participam do último debate antes das primárias da Pensilvânia na próxima quarta-feira (16), na Filadélfia.

O encontro ocorre quase um ano após o primeiro debate de abril de 2007, na Universidade da Carolina do Sul, quando oito pré-candidatos democratas ainda disputavam a nomeação do partido.

O debate é considerado importante tanto para reiterar propostas aos eleitores como para convencer os superdelegados a apoiarem o pré-candidato que se sair melhor.

Hillary ainda é favorita para as primárias do dia 22 na Pensilvânia, mas Obama diminuiu a diferença em relação a senadora de 20 pontos para entre seis e quatro pontos percentuais nas intenções de voto registradas em pesquisas da última semana.

No resultado total das primárias disputadas até agora, Obama tem vantagem quanto ao número de delegados e de votos populares. No entanto, é improvável que algum dos dois consiga os 2.024 delegados necessários para garantir a candidatura sem recorrer ao apoio dos "superdelegados".

A versão digital do jornal "USA Today" fez nesta segunda-feira uma retrospectiva dos principais momentos dos debates anteriores.

Veja matéria na íntegra, em inglês, no site do "USA Today".

Os debates são um dos fatores que ajudam o eleitorado democrata a escolher o seu candidato. Segundo o USA Today, os encontros anteriores anteriores ressaltaram a habilidade de Hillary com o comando político e a habilidade de Obama em lidar com um grande público.

Piores momentos

No primeiro debate, em janeiro de 2007, Obama foi questionado sobre o que ele faria se duas cidades norte-americanas fossem atacadas por terroristas. Ele afirmou que primeiramente se certificaria se os serviços de emergência estariam adequados para atender as pessoas e depois levaria a questão ao serviço de inteligência para encontrar os responsáveis.

Hillary recebeu a pergunta com mais firmeza e respondeu que se "moveria o mais rapidamente o quanto fosse prudente para retaliar".

Por outro lado, em um debate na Filadélfia em outubro, Hillary pareceu tentar ficar em cima do muro quando questionada sobre o que pensava sobre a concessão de carteiras de motorista para imigrantes ilegais. Ela discursou a favor da proposta do então governador de Nova York, Eliot Spitzer, mas logo afirmou que não concordava com a idéia.

As controvérsias sobre a questão continuaram por semanas, até que Spitzer retirou sua proposta e Hillary anunciou que era contrária a ela.

Confronto

Em um debate em janeiro, antes das primárias da Carolina do Sul, Obama acusou Hillary de não dar respostas diretas em nenhuma questão desde que ele iniciou sua campanha pela candidatura presidencial.

O senador por Illinois também afirmou que ela estava trabalhando pelos os pobres de Chicago enquanto era uma advogada corporativa seguindo os interesses de uma grande rede de supermercados.

Hillary respondeu que Obama uma vez representou, também como o advogado, o restaurador e colaborador político Tony Rezko, preso em janeiro deste ano sob acusação de extorsão, lavagem de dinheiro e fraude.

Aliados

No fim de um debate em Austin, em fevereiro, Hillary afirmou que "não importava o que acontecesse na corrida", ela estaria "honrada" de competir com Barack Obama. E os dois deram um aperto de mãos.

"Independentemente do que aconteça, nós estaremos bem", completou a senadora. O público aplaudiu, mas a atitude amistosa gerou desconfianças sobre uma possível saída de Hillary da disputa. O comitê da ex-primeira-dama passou alguns dias superiores negando a retirada da corrida pela nomeação presidencial.

Inusitado

No debate de Janeiro, na Carolina do Sul, Obama foi questionado sobre o comentário do escritor Toni Morrison, que afirmou que Bill Clinton havia sido o "primeiro presidente negro" dos EUA. Obama disse que teria de ver o ex-presidente dançando "antes de poder julgar se ele era realmente um irmão".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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