Mundo
15/04/2008 - 08h06

Obama acusa Hillary de usar táticas republicanas em sua campanha

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da Associated Press
da Folha Online

Nesta segunda-feira, o pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama rebateu as críticas de sua rival na corrida pela nomeação partidária, Hillary Clinton. Ele acusou a senadora de não ter controle sobre suas declarações e críticas e de usar táticas típicas dos republicanos em sua campanha pela candidatura.

Obama disparou suas críticas em um encontro anual da agência de notícias Associated Press, em resposta a uma pergunta sobre se a longa batalha pela nomeação estava afetando as chances do Partido Democrata nas eleições gerais de 4 de novembro.

Jae C. Hong/AP
Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama, D-Ill., speaks during a presidential candidates forum on manufacturing in Pittsburgh, Monday, April 14, 2008. (AP Photo/Jae C. Hong)
Democrata Barack Obama debate Deus e influência da religião, em fórum religioso

"Eu tentei descobrir como mostrar controle e ter certeza que, durante estas disputas pelas primárias, nós não estávamos prejudicando um ao outro", explicou Obama que acrescentou ainda que Hillary pode sentir que não tem a opção de mostrar tal controle na disputa pela candidatura e por isso usaria este tipo de ataque contra ele.

O senador por Illinois afirmou também que Hillary tem "usado a maioria dos argumentos que os republicanos estarão usando contra mim em novembro".

Obama passou por dias de duro criticismo tanto de Hillary quanto do provável candidato republicano John McCain graças a seus comentários, em um evento de arrecadação de fundos em são Francisco, de que eleitores de pequenas cidades estão amargurados por suas dificuldades econômicas e como resultado se voltam às armas e à religião.

Trabalhadores

As críticas de Hillary sobre o "elitismo" de Obama, que não reconheceria as dificuldades e tradições dos povos rurais vêm em um momento crucial da campanha, quando ambos disputam os trabalhadores brancos da Pensilvânia, que realizará suas primárias em 22 de abril.

Em campanha no Estado, Obama mudou o tom de seu discurso, adotando propostas mais populistas e a oposição ferrenha aos acordos comerciais dos Estados Unidos--os quais os trabalhadores e sindicalistas acusam de terem acabado com seus empregos nas indústrias de manufatura e destruído a economia dos Estados industriais.

Sobre os comentários em São Francisco, Obama defendeu-se dizendo que escolheu mal as palavras.

No encontro com a Associated Press, Obama reiterou seu arrependimento por seus comentários terem sido mal compreendidos, mas se recusou a abandonar a visão política que está tentando defender sobre a "preocupação sentida pelos trabalhadores que perderam seus trabalhos e viram seu nível de vida despencar graças aos tratados de livre comércio e a globalização".

Críticas aos republicanos

"Eu posso ter cometido um erro na semana passada nas palavras que escolhi, mas o outro partido fez um erro muito mais prejudicial nas políticas fracassadas que eles escolheram e a filosofia de falência que eles apoiaram pelas últimas três décadas", disparou Obama, em uma referência ao atual presidente dos EUA, George W. Bush, membro do Partido Republicano.

"Essa filosofia não é apenas insustentável, ela colocou nossa economia em desordem", completou.

Obama não mencionou diretamente Hillary, mas atacou McCain dizendo que podia entender o desejo republicano de "falar sobre outra coisa" em vez de "carregar a faixa dos oito anos da administração Bush".

"Ele teve um papel fundamental no desastre das políticas destes últimos oito anos que aumentaram o abismo das rendas e prejudicaram nossas crianças com dívidas. E agora ele está prometendo mais quatro anos da mesma coisa", concluiu.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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