Mundo
15/04/2008 - 10h09

Em discurso, McCain propõe redução de impostos e satiriza Obama

Publicidade

da Reuters, em Pittsburgh

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain vai propor, nesta terça-feira, cortes nos impostos pagos pela classe média, reiterar suas acusações de que os rivais democratas apóiam grandes aumentos fiscais e ainda tentar se distanciar da administração do atual presidente dos Estados Unidos, George w. Bush, também republicano.

Em um discurso agendado para hoje, em Pittsburgh, McCain lançará seu mais detalhado plano econômico e discutirá suas propostas para solucionar a crise que assola a economia dos EUA.

Ele vai propor ainda a instituição de um sistema fiscal mais simples como alternativa ao sistema utilizado atualmente-- a escolha pelo sistema ficaria a cargo do próprio cidadão.

Tal como tinha feito no passado, ele promete buscar uma redução dos impostos cobrados de empresas de 35% para 25%, porque, como ele vai dizer no seu discurso, "altas taxas de imposto estão levando muitas empresas e empregos no exterior".

Além disso, ele irá propor uma eliminação progressiva do imposto alternativo mínimo, um imposto originalmente criado para garantir que os norte-americanos ricos com uma série de deduções fiscais paguem um montante mínimo de imposto, mas que agora está afetando milhões de norte-americanos que pagam mais impostos do que o necessário.

Segundo McCain, sua proposta reduzirá os impostos em US$ 2.000 (R$ 3.372) anuais para mais de 25 milhões de famílias de classe média.

Bush e os democratas

Além de apresentar suas propostas, McCain usará seu discurso econômico para colocar certa distância entre ele e a administração Bush e também para dizer que tanto os democratas quanto seus colegas republicanos são culpados por gastar em excesso.

"Em tudo isto, não será suficiente apenas mudar as políticas econômicas dos últimos quatro, oito, ou 28 anos. Nós temos nosso próprio trabalho a fazer. Temos os nossos próprios desafios para vencer", dirá McCain, de acordo com trechos do discurso liberados por sua campanha.

McCain irá criticar diretamente seus rivais democratas pelos planos de gastos ambiciosos que ele afirma que causariam o aumento dos impostos para "americanos de todos os antecedentes", totalizando U$ 1 trilhão (R$ 1,7 trilhão) ao longo de uma década.

Ele vai ainda satirizar o título do livro autobiográfico de Barack Obama, "A Audácia da Esperança": "Todos estes aumentos são a fina impressão sob o lema de "esperança". Eles aumentarão seu impostos em milhares de dólares por ano-- e eles têm a audácia de esperar que você não se importe".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca