Corte ratifica pena de seis anos a Fujimori por invasão a domicílio
da Efe, em Lima
A Sala Penal Especial da Corte Suprema do Peru ratificou a condenação a seis anos de prisão para o ex-presidente peruano Alberto Fujimori pela invasão da casa da mulher de seu ex-assessor Vladimiro Montesinos em 2000, confirmaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes judiciais.
A Sala também decidiu por unanimidade que Fujimori (1990-2000) deverá pagar em torno de US$ 133 mil por reparação civil, manifestou o porta-voz do Judiciário.
A decisão, que é definitiva, confirma a sentença emitida em 11 de dezembro pelo juiz Pedro Urbina em processo sumário por invasão, um dos sete casos pelos quais o ex-presidente peruano foi extraditado do Chile em setembro de 2007.
Sob as ordens de Fujimori, um destacamento policial invadiu a casa da mulher de Montesinos, Trinidad Becerra, em 7 de novembro de 2000, pouco depois que o ex-assessor presidencial fugiu do país.
Além disso, o então dirigente mandou o grupo, liderado por um falso promotor, invadir outro andar do mesmo imóvel, de onde foi retirada grande quantidade de malas e caixas.
Vídeos
Segundo a Promotoria e a Procuradoria, entre este material estavam os chamados "vladivideos" (série de vídeos nos quais Fujimori pode ser visto cometendo atos de corrupção).
Eles teriam sido retirados do local sem qualquer inventário ou ata, e depois levados ao grupo aéreo número 8, onde foram entregues ao ex-presidente.
No processo sumário, Fujimori admitiu sua responsabilidade, com a qual buscava o benefício da "confissão sincera" para conseguir uma redução da pena.
Nesta terça, ao comentar a ratificação da sentença, o promotor adjunto do Peru Avelino Guillén disse à Radio San Borja que a defesa do ex-governante não alcançou seu objetivo, pois tentou "recorrer à confissão sincera e isso foi desconsiderado".
O processo por invasão começou em 2003, e entre os outros sentenciados anteriormente estão o ex-ministro do Interior Fernando Dianderas e o ex-primeiro-ministro Alberto Bustamante, condenados a quatro e a três anos de prisão, respectivamente, assim como o falso promotor Manuel Ubillús, que foi sentenciado a sete anos.
Atualmente, Fujimori é julgado por casos de violações de direitos humanos, entre eles os massacres de Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), praticados pelo grupo militar Colina, pelos quais poderá receber uma pena de 30 anos de prisão.
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