Presidente do Irã diz que atentados de 11 de Setembro são "duvidosos"
da Efe, em Teerã
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quarta-feira que os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington, são um "acontecimento duvidoso", e acusou os EUA de ter utilizado o ataque como pretexto para invadir o Iraque e o Afeganistão.
Em discurso na cidade sagrada iraniana de Qom, Ahmadinejad também acusou as grandes potências --em referência, principalmente, aos EUA-- de ser "arrogantes", "injustas" e "corruptas", e as responsabilizou pela morte e pelo deslocamento de mais de 100 milhões de pessoas no século 20.
"Há quatro ou cinco anos, ocorreu um acontecimento duvidoso em Nova York. Então (os EUA) disseram que cerca de 3.000 pessoas morreram, mas não anunciaram seus nomes", disse o líder iraniano, segundo a agência Irna.
"Depois, utilizaram esse acontecimento como um pretexto para justificar seu ataque contra o Iraque e o Afeganistão (...). Suas agressões só no Iraque causaram a morte de mais de 1 milhão de pessoas, enquanto, no Afeganistão, dezenas de milhares de pessoas morreram ou foram obrigadas a se deslocar", acrescentou.
Ahmadinejad havia se referido ao 11 de Setembro duas vezes desde o último dia 8, embora esta seja a primeira vez que expressa dúvidas sobre esses ataques.
Em seu discurso em Qom, o governante iraniano, cujo país --que professa a corrente xiita do islã-- tem divergências ideológicas com a Al Qaeda, não disse, no entanto, que acredita que o grupo terrorista pudesse estar por trás dos atentados em Nova York e Washington.
Em 8 de abril, quando o Irã comemorava o dia nacional da energia atômica, Ahmadinejad acusou as grandes potências de ser "corruptas" e de utilizar o 11 de Setembro para invadir o Iraque, e previu seu "colapso".
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