Mundo
16/04/2008 - 10h20

Planos de McCain unem economia de Bush a propostas democratas

Publicidade

da Associated Press, em Washington
da Folha Online

Nesta quarta-feira, o provável candidato republicano John McCain promoveu seus planos econômicos em um comício em Milwaukee. Para os eleitores presentes, ele apresentou sua proposta que combina o pedido para extensão dos cortes propostos pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, com o apelo democrata para auxiliar os donos de casas a refinanciar suas hipotecas.

McCain também defende uma ação federal agressiva para auxiliar proprietários de casas a refinanciar suas hipotecas, proposta similar a de seus rivais democratas, Barack Obama e Hillary Clinton.

A proposta desta quarta-feira representa uma mudança significativa de sua postura de que o governo deveria deixar o mercado financeiro recuperar-se sozinho da crise de crédito que atinge a economia do país.

Criticado duramente pelos democratas por manter a política de Bush de apenas olhar a crise acontecer, McCain defendeu que o governo deveria sim agir para acabar com a crise, mas que não deveria ajudar aqueles que agiram irresponsavelmente, "sejam eles os grandes bancos ou os pequenos proprietários de casas".

Mas com a economia entrando em recessão e as pesquisas apontando a insatisfação dos norte-americanos com os rumos do país e com o republicano Bush, McCain preocupa-se com o que os eleitores podem pensar dele.

"De muitas formas, nós precisamos fazer uma separação dos piores excessos cometidos por ambos os partidos", disse McCain em seu discurso econômico nesta terça-feira, em Pittsburgh.

Um novo comercial de TV de McCain que é divulgado em diversos Estados-- incluindo a Pensilvânia que fará suas primárias republicanas em seis dias-- afirma que o senador por Arizona "pegará as melhores idéias dos dois partidos para trazer a inovação, investir em pessoas e criar empregos".

Em uma pesquisa realizada pelo instituto Associated Press-Ipsos indicou, na semana passada, que a economia é "o problema mais importante encarado pelos EUA hoje", mais do que a Guerra no Iraque que alavancou a campanha de Bush na reeleição, em 2004.

Já uma pesquisa do Pew Research Center aponta que a porcentagem de norte-americanos que dizem estar melhor agora do que há 5 anos é a menor em 44 anos de pesquisas do instituto.

Colegas republicanos

Enquanto os planos de McCain atraíram criticismo previsível dos democratas, McCain ganhou críticas favoráveis de seus colegas do Partido Republicano e de analistas políticos

"É justo dizer que agora ele está tratando da economia e ele está reunindo algumas idéias inovadoras", disse o consultor republicano Scott Reed.

James Thurber, cientista político da Universidade Americana, disse que a intensidade da batalha pela nomeação entre os democratas "deixou uma abertura para McCain".

Para Thurber, muitos democratas e independentes reagirão favoravelmente a algumas das idéias propostas por McCain.

Em especial a proposta de suspender o imposto federal de 18,4% sobre a gasolina e o diesel durante o verão. "É muito, muito inteligente e será entendida imediatamente", aposta Thurber.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca