Gordon Brown diz que corrida presidencial dos EUA é fascinante
Colaboração para a Folha Online
Em sua segunda visita oficial aos Estados Unidos, o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, afirmou nesta quarta-feira que acha a campanha presidencial dos EUA fascinante. Brown deve se encontrar com os democratas Hillary Clinton e Barack Obama e com o republicano John McCain em reuniões separadas, ainda durante sua visita.
Cauteloso, Brown --que chegou aos país na noite da terça-feira com sua mulher, Sarah-- não disse qual dos candidatos apóia e nem quis arriscar quem sucederá o atual presidente dos EUA, George W,. Bush, depois das eleições de 4 de novembro.
"Estas são decisões para o povo norte-americano. O que é fascinante sobre a campanha na América é seu nível de interesse", afirmou Brown, em entrevista ao programa Good Morning America, da rede de televisão ABC.
Brown, que está no país para uma visita de três dias, disse que os três candidatos presidenciais querem lidar com a mudança climática e construir uma economia mundial mais forte.
McCain, Obama e Hillary fizeram propostas durante suas campanhas que vão muito além da política climática de Bush, incluindo a diminuição das emissões de dióxido de carbono pelas indústrias e um sistema de troca de emissões similar ao já adotado pela União Européia.
Outro tema comum na agenda dos candidatos e de Brown em sua visita ao país é a Guerra no Iraque. Brown deverá falar do conflito não só com os candidatos, mas em seu encontro com o presidente Bush, nesta quinta-feira.
Na entrevista à ABC, Brown previu uma relação mais próxima dos Estados Unidos com a Europa, seja qual for o candidato vitorioso na eleição presidencial. "Parte disso é porque as divisões entre a Europa e os Estados Unidos sobre o Iraque acabarão", disse, ressaltando que novos líderes na Alemanha, França e Itália são mais favoráveis a uma relação transatlântica "muito forte".
Brown deve encontrar-se com os três candidatos presidenciais nesta quinta-feira (17) de manhã, em Washington. Em uma entrevista a norte-americana CBS, na terça-feira (15), ele elogiou McCain, mas reconheceu que é aliado de longo tempo da família Clinton, alegando que ela tem fortes argumentos para lidar com os problemas da economia.
Com um debate agendado para a noite desta quarta-feira, na Pensilvânia, teme-se que os pré-candidatos democratas não consigam chegar para o encontro marcado com Brown. Contudo, assessores de Obama disseram que ele viajará de avião a Washington imediatamente depois do debate.
Aproximação
Brown chegou aos EUA com uma mensagem otimista: os pedidos para esforços coordenados que possam recuperar a economia global e reforçar os laços entre a Europa e Washington.
Após uma primeira visita a George W. Bush, em julho do ano passado, Brown disse que espera ajudar a fortalecer os laços entre os países europeus e os EUA, visando principalmente uma solução para o problema dos preços dos alimentos e combustíveis, a reforma de instituições globais e o combate às mudanças climáticas.
"Eu sinto que posso trazer a Europa e a América mais próximas para o futuro. Isso será uma vantagem para todos nós, para lidar com os problemas econômicos, a mudança climática e ajudar a construir um mundo mais pacífico no futuro", disse Brown em entrevista à CBS.
"Eu sou muito pró-americano e eu sempre fui assim. A nossa relação é muito especial", disse Brown. Seu antecessor, Tony Blair foi duramente criticado por sua proximidade com Bush e os Estados Unidos e por sua participação na Guerra do Iraque.
Com Associated Press e Reuters
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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