Mundo
16/04/2008 - 12h15

Gordon Brown diz que corrida presidencial dos EUA é fascinante

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Colaboração para a Folha Online

Em sua segunda visita oficial aos Estados Unidos, o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, afirmou nesta quarta-feira que acha a campanha presidencial dos EUA fascinante. Brown deve se encontrar com os democratas Hillary Clinton e Barack Obama e com o republicano John McCain em reuniões separadas, ainda durante sua visita.

Cauteloso, Brown --que chegou aos país na noite da terça-feira com sua mulher, Sarah-- não disse qual dos candidatos apóia e nem quis arriscar quem sucederá o atual presidente dos EUA, George W,. Bush, depois das eleições de 4 de novembro.

"Estas são decisões para o povo norte-americano. O que é fascinante sobre a campanha na América é seu nível de interesse", afirmou Brown, em entrevista ao programa Good Morning America, da rede de televisão ABC.

Brown, que está no país para uma visita de três dias, disse que os três candidatos presidenciais querem lidar com a mudança climática e construir uma economia mundial mais forte.

McCain, Obama e Hillary fizeram propostas durante suas campanhas que vão muito além da política climática de Bush, incluindo a diminuição das emissões de dióxido de carbono pelas indústrias e um sistema de troca de emissões similar ao já adotado pela União Européia.

Outro tema comum na agenda dos candidatos e de Brown em sua visita ao país é a Guerra no Iraque. Brown deverá falar do conflito não só com os candidatos, mas em seu encontro com o presidente Bush, nesta quinta-feira.

Na entrevista à ABC, Brown previu uma relação mais próxima dos Estados Unidos com a Europa, seja qual for o candidato vitorioso na eleição presidencial. "Parte disso é porque as divisões entre a Europa e os Estados Unidos sobre o Iraque acabarão", disse, ressaltando que novos líderes na Alemanha, França e Itália são mais favoráveis a uma relação transatlântica "muito forte".

Brown deve encontrar-se com os três candidatos presidenciais nesta quinta-feira (17) de manhã, em Washington. Em uma entrevista a norte-americana CBS, na terça-feira (15), ele elogiou McCain, mas reconheceu que é aliado de longo tempo da família Clinton, alegando que ela tem fortes argumentos para lidar com os problemas da economia.

Com um debate agendado para a noite desta quarta-feira, na Pensilvânia, teme-se que os pré-candidatos democratas não consigam chegar para o encontro marcado com Brown. Contudo, assessores de Obama disseram que ele viajará de avião a Washington imediatamente depois do debate.

Aproximação

Brown chegou aos EUA com uma mensagem otimista: os pedidos para esforços coordenados que possam recuperar a economia global e reforçar os laços entre a Europa e Washington.

Após uma primeira visita a George W. Bush, em julho do ano passado, Brown disse que espera ajudar a fortalecer os laços entre os países europeus e os EUA, visando principalmente uma solução para o problema dos preços dos alimentos e combustíveis, a reforma de instituições globais e o combate às mudanças climáticas.

"Eu sinto que posso trazer a Europa e a América mais próximas para o futuro. Isso será uma vantagem para todos nós, para lidar com os problemas econômicos, a mudança climática e ajudar a construir um mundo mais pacífico no futuro", disse Brown em entrevista à CBS.

"Eu sou muito pró-americano e eu sempre fui assim. A nossa relação é muito especial", disse Brown. Seu antecessor, Tony Blair foi duramente criticado por sua proximidade com Bush e os Estados Unidos e por sua participação na Guerra do Iraque.

Com Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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