Obama critica diálogo do ex-presidente Jimmy Carter com o Hamas
da Reuters, na Filadélfia
Colaboração para a Folha Online
O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama afirmou discordar do diálogo do ex-presidente Jimmy Carter com o grupo extremista islâmico Hamas. Obama disse que não falaria com o grupo até que os seus integrantes reconhecessem Israel e renunciassem ao terrorismo.
O senador por Illinois afirmou para um grupo de líderes judeus que possui "um compromisso de ajudar a proteger Israel de seus inimigos", durante campanha nesta quarta-feira na Pensilvânia.
"É por isso que eu possuo uma diferença fundamental em relação ao presidente Carter e discordo da decisão de se encontrar com o Hamas", afirmou Obama. "Nós não devemos negociar com um grupo terrorista que visa destruir Israel. Nós só devemos nos reunir com o Hamas se eles renunciassem ao terrorismo".
"Hamas não é um Estado. É uma organização terrorista", acrescentou.
Carter, 83, foi à Cisjordânia nesta terça-feira e se reuniu com líderes palestinos, entre eles um representante do Hamas, o professor Nasser Shaer.
Shaer foi vice-premiê palestino no gabinete formado pelo Hamas após a vitória do grupo extremista nas eleições legislativas de 2006.
O ex-presidente americano é um dos superdelegados que possui voto livre na Convenção Nacional do Partido Democrata. O ex-presidente não anunciou apoio a nenhum dos pré-candidatos, mas sugeriu que votará em Obama em entrevista para repórteres na Nigéria no último dia 3.
"Meus filhos e seus cônjuges são pró-Obama. Meus netos também torcem para o Obama", afirmou Carter."Como um superdelegado, eu não vou revelar quem apóio, mas vou deixar vocês adivinharem", completou.
Durante seu mandato como presidente dos Estados Unidos (1977-1981), Carter apoiou a assinatura do tratado de Paz entre Israel e Egito. O vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2002 está em visita ao Oriente Médio e irritou líderes israelenses ao encontrar com oficiais do Hamas e fazer planos de encontrar o líder do grupo, Khaled Meshaal, na Síria.
Carter iniciou sua viagem no último domingo (13) com um encontro com o presidente israelense, Shimon Peres, em Israel.
O prêmie israelense, Ehud Olmert, a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, e o da Defesa, Ehud Barak, não receberam o ex-presidente americano.
A viagem de Carter inclui também visitas à Arábia Saudita, na sexta-feira (18), e à Jordânia, no sábado (19). Depois, o americano voltará a Israel e à Cisjordânia, indica o programa de trabalho.
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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