Mundo
16/04/2008 - 18h33

Obama critica diálogo do ex-presidente Jimmy Carter com o Hamas

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da Reuters, na Filadélfia
Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama afirmou discordar do diálogo do ex-presidente Jimmy Carter com o grupo extremista islâmico Hamas. Obama disse que não falaria com o grupo até que os seus integrantes reconhecessem Israel e renunciassem ao terrorismo.

O senador por Illinois afirmou para um grupo de líderes judeus que possui "um compromisso de ajudar a proteger Israel de seus inimigos", durante campanha nesta quarta-feira na Pensilvânia.

"É por isso que eu possuo uma diferença fundamental em relação ao presidente Carter e discordo da decisão de se encontrar com o Hamas", afirmou Obama. "Nós não devemos negociar com um grupo terrorista que visa destruir Israel. Nós só devemos nos reunir com o Hamas se eles renunciassem ao terrorismo".

"Hamas não é um Estado. É uma organização terrorista", acrescentou.

Carter, 83, foi à Cisjordânia nesta terça-feira e se reuniu com líderes palestinos, entre eles um representante do Hamas, o professor Nasser Shaer.

Shaer foi vice-premiê palestino no gabinete formado pelo Hamas após a vitória do grupo extremista nas eleições legislativas de 2006.

O ex-presidente americano é um dos superdelegados que possui voto livre na Convenção Nacional do Partido Democrata. O ex-presidente não anunciou apoio a nenhum dos pré-candidatos, mas sugeriu que votará em Obama em entrevista para repórteres na Nigéria no último dia 3.

"Meus filhos e seus cônjuges são pró-Obama. Meus netos também torcem para o Obama", afirmou Carter."Como um superdelegado, eu não vou revelar quem apóio, mas vou deixar vocês adivinharem", completou.

Durante seu mandato como presidente dos Estados Unidos (1977-1981), Carter apoiou a assinatura do tratado de Paz entre Israel e Egito. O vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2002 está em visita ao Oriente Médio e irritou líderes israelenses ao encontrar com oficiais do Hamas e fazer planos de encontrar o líder do grupo, Khaled Meshaal, na Síria.

Carter iniciou sua viagem no último domingo (13) com um encontro com o presidente israelense, Shimon Peres, em Israel.

O prêmie israelense, Ehud Olmert, a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, e o da Defesa, Ehud Barak, não receberam o ex-presidente americano.

A viagem de Carter inclui também visitas à Arábia Saudita, na sexta-feira (18), e à Jordânia, no sábado (19). Depois, o americano voltará a Israel e à Cisjordânia, indica o programa de trabalho.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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