Mundo
17/04/2008 - 00h08

Obama e Hillary ficam na defensiva em debate tenso antes de primária

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da Folha Online

Os pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA Barack Obama e Hillary Clinton tentaram esclarecer comentários polêmicos recentes durante um debate tenso nesta quarta-feira, com Obama acusando Hillary de brincar de política com as declarações do senador por Illinois sobre os moradores de cidades pequenas.

Em seu primeiro debate após sete semanas, Obama disse ter formulado mal sua descrição da situação das pequenas cidades em dificuldades econômicas, enquanto Hillary se desculpou por dizer que chegou à Bósnia em 1996 sob disparos de um franco-atirador --imagens da época mostram Hillary desembarcando calmamente no país.

Obama foi alvo de duras críticas de Hillary e do provável candidato republicano John McCain, que o chamaram de elitista por dizer que os moradores de pequenas cidades estavam "amargurados", recorrendo à religião e ao uso de armas por causa da crise econômica.

Matt Rourke/AP
Os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama durante debate na Filadélfia
Os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama durante debate na Filadélfia

"O problema que temos na nossa política, que é típico, é você pegar a declaração de uma pessoa, se não está propriamente formulada, e você bater até a morte, e é o que a senadora Clinton tem feito", disse Obama em debate na Filadélfia, a seis dias da primária na Pensilvânia, que pode ser decisiva no duro páreo pela nomeação democrata.

Hillary, que amenizou suas críticas públicas sobre a fala de Obama nos últimos dois dias, lançou um anúncio na TV da Pensilvânia criticando os comentários de seu rival ao afirmar que são "uma compreensão errônea de religião e fé".

A ex-primeira-dama afirmou que as declarações irão afetar os democratas se Obama vencer a nomeação para enfrentar McCain na eleição geral de novembro.

"Obviamente, o que temos de fazer como democratas, é garantir que conseguimos votos o suficiente para vencer em novembro", afirmou Hillary. "Os republicanos, que são muito astutos sobre o que é necessário para vencer, certamente se esbaldaram com os comentários (de Obama)."

Obama respondeu dizendo que "não há dúvidas de que os republicanos irão atacar qualquer um de nós".

A senadora por Nova York pediu desculpas por sua recente controvérsia, quando afirmou que chegou sob tiros de um franco-atirador na Bósnia em 1996.

"Você pode voltar nos últimos 15 meses. Nós dois dissemos coisas que, você sabe, se mostraram imprecisas", disse Hillary. "Isso acontece quando você fala o tanto que nós falamos. Mas você sabe, lamento muito por ter dito isso."

Pensilvânia

Diversas polêmicas têm abalado a corrida democrata durante as sete semanas entre a última rodada de prévias importantes --em Ohio e no Texas no dia 4 de março-- e a disputa na Pensilvânia, na próxima terça-feira (22).

Obama também se viu forçado a se defender recentemente de uma polêmica criada por discursos inflamados do reverendo Jeremiah Wright, seu ex-pastor.

"Eu disse especificamente que esses comentários são passíveis de objeção. Não são comentários nos quais acredito. E me desassociei deles", afirmou durante o debate.

Hillary tem uma pequena vantagem nas pesquisas de intenção de voto na Pensilvânia e precisa de uma grande vitória para alcançar o senador por Illinois em número de votos e de delegados para a convenção nacional do partido, que decidirá o candidato.

Com dez prévias pela frente, Obama tem uma liderança praticamente inalcançável em número de delegados. Mas nenhum dos dois pré-candidatos deve conseguir o número necessário de delegados para garantir a nomeação, deixando a decisão nas mãos dos superdelegados.

Segundo a rede CNN, Obama lidera a corrida com 1644 delegados, contra 1.498 de Hillary. Para garantir a nomeação democrata, um dos dois pré-candidatos precisa obter 2.025.

Quando questionada se acreditava que Obama poderia vencer em novembro e rebater os ataques do republicanos, Hillary afirmou: "Sim, sim, sim. Agora, penso que posso fazer um trabalho melhor. Obviamente, é por isso que estou aqui."

"Creio que sou o candidato melhor e mais forte que McCain e que posso ficar lado a lado com ele em segurança nacional", declarou o senador.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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