Mundo
17/04/2008 - 10h45

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

Nesta quinta-feira, todos os principais jornais norte-americanos deram destaque ao debate entre os pré-candidatos democratas à Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton, ontem à noite, na Filadélfia.

Refletindo uma campanha de intensos ataques pessoais -- seja entre membros de suas equipes, seja entre os próprios candidatos--, Obama e Hillary passaram a primeira hora do encontro no National Constituition Center respondendo as perguntas e críticas dos moderadores sobre erros, gafes e polêmicas mais recentes e também algumas histórias controversas do passado.

Em vez da Guerra do Iraque ou a crise econômica dos Estados Unidos, os democratas mediram palavras e tons para falar, mais uma vez, dos comentários de Obama em São Francisco, do equívoco de Hillary sobre sua visita à Bósnia, dos comentários inflamatórios do pastor Jeremiah Wright e das atitudes de Obama em relação à bandeira.

Segundo o "Washington Post", Obama foi o mais pressionado durante o debate. Mesmo assim, respondeu a maioria das perguntas calmamente, apesar de, algumas vezes, parecer escolher suas palavras com extremo cuidado.

Para o jornal, Obama enfrentou ontem a mais dura série de questões desde que assumiu a liderança no número de delegados na batalha pela nomeação.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"The Washington Post"(EUA)
Obama pressionado em debate na Pensilvânia

Reprodução
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/04/16/AR2008041604103.html?hpid=topnews
Washington Post

O senador Barack Obama encontrou-se repetidamente na defensiva na Filadélfia, na quarta-feira à noite enquanto lutava para rebater o criticismo sobre seus comentários sobre os valores de pequenas cidades, perguntas sobre seu patriotismo e os sermões incendiários do seu ex-pastor em um debate potencial seis dias antes das primárias presidenciais da Pensilvânia.

No seu primeiro encontro cabeça a cabeça em quase dois meses, Obama e sua oponente na nomeação democrata, a senadora Hillary Clinton, abordaram gafes, erros e comentários do passado que poderiam deixá-los vulneráveis na eleição geral contra o senador John McCain, o provável candidato republicano.

Mas foi Obama, agora líder na corrida democrata, quem foi mais pressionado, pelos moderadores Charlie Gibson e George Stephanopoulos da rede de televisão ABC News, a responder questões que dominaram a corrida democrata nas semanas posteriores às grandes disputas de Texas e Ohio, em 4 de março.

O encontro, particularmente em seu início, pareceu mais como um questionamento sobre Obama do que um debate entre os dois candidatos.

Obama respondeu a maioria das perguntas calmamente, apesar de, algumas vezes, parecer escolher suas palavras com extremo cuidado no momento em que enfrentava a mais dura série de questões desde que assumiu a liderança no número de delegados na batalha pela nomeação.

"The Wall Street Journal"(EUA)
Democratas se encontram em um debate tenso

Reprodução
http://online.wsj.com/article/SB120835924156419683.html?mod=special_page_campaign2008_topbox
Wall Street Journal

Em um debate que enfatizou características pessoais tanto quanto questões políticas, os senadores Barack Obama e Hillary Clinton argumentaram sobre quem teria a melhor chance para combater John McCain, mesmo que seus ataques pessoais um contra o outro tenham evidenciado ainda mais as vulnerabilidades que os republicanos poderiam usar para derrotá-los na eleição geral.

Senador Obama ficou mais na defensiva do que durante sua campanha quando os moderadores da ABC forçaram-no a explicar os comentários controversos de seu ex-pastor Jeremiah Wright, sua decisão de não usar um broche de bandeira na lapela e os comentários que ele fez sobre moradores de pequenas cidades da Pensilvânia durante um evento de arrecadação de verbas, em São Francisco.

Perguntas sobre as políticas dos candidatos sobre planos de saúde e política externa ficaram ausentes na primeira hora de debate enquanto eles focavam inteiramente nas críticas mútuas sobre escolhas políticas.

"USA Today"(EUA)
Rivais democratas lutam por eleitores da Pensilvânia

Reprodução
http://www.usatoday.com/news/politics/election2008/2008-04-16-penn-debate_N.htm
USA Today

Não demorou muito para que o debate entre Barack Obama e Hillary CLinton, nesta quarta-feira à noite, abordasse Deus, armas, valores de pequenas cidades e oportunismo político.

E um pouco de amargura também.

Nos minutos de abertura do fórum, Obama reconheceu que ele "destruiu" suas palavras quando disse em 6 de abril, em São Francisco que os moradores de pequenas cidades da Pensilvânia "apegam-se às ramas ou à religião ou à antipatia de pessoas que não são como elas". Mas ele reiterou seu maior argumento --que as promessas de políticos quebradas deixaram muitos americanos frustados e bravos com Washington.

Hillary disse que os comentários de Obama refletem "um tipo fundamental de mau entendimento" sobre o papel da religião e das armas. "Eu posso ver porque as pessoas sentiram-se ofendidas pelos comentários", disse.

Em uma campanha pela nomeação democrata que se voltou primeiro para a Guerra do Iraque e depois para a economia em recessão, o debate no National Constituition Center começou com foco em outros assuntos: os comentários de Obama em São Francisco, o equívoco de Hillary sobre sua visita à Bósnia, os comentários inflamatórios do ex-pastor de Obama, a percepção de que falta honestidade a Hillary e as atitudes de Obama em relação à bandeira.

"The New York Times"(EUA)
Obama recebeu U$ 4,2 milhões em 2007

Reprodução
http://thecaucus.blogs.nytimes.com/2008/04/16/obamas-earned-42-million-in-2007/
New York Times

O senator Barack Obama divulgou seus registros do imposto de renda na noite da quarta-feira, reportando uma renda de U$ 4,2 milhões (R$ 7 milhões) no ano passado, graças a um grande crescimento na venda de seus livros no primeiro ano de sua campanha presidencial.

Este foi um pulo substancial do U$ 1 milhão (R$ 1,66 milhões) de renda declarado pela família Obama em 2006, muito disso também vindo dos livros.

Neste mês, a família Clinton também divulgou seus impostos dos últimos oito anos mostrando que eles ganharam U$ 109 milhões (R$ 181,3 milhões) no período, com uma substancial parte vinda da venda de livros.

A equipe de campanha de Obama liberou 34 páginas de informação de impostos duas horas antes do debate entre Obama e a senadora Hillary Clinton, na Filadélfia. A divulgação de informações emergiu como um tema chave na disputa democrata pela nomeação, assim, a liberação dos impostos de Obama foi propositadamente marcada para preceder o debate.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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