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17/04/2008 - 11h44

Mulheres solteiras podem ajudar democratas nas eleições gerais

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Colaboração para a Folha Online

Uma nova pesquisa conduzida pela organização Women Vote Action Fund mostra que as mulheres solteiras podem representar uma poderosa força para os democratas na eleição presidencial de 4 de novembro.

Segundo a organização, o grupo representa 26% do eleitorado nacional e tende a votar nos democratas, com uma margem de 66% contra 29% das mulheres que dizem preferir os republicanos.

Por isso, estas mulheres podem ser tão importantes para o Partido Democrata quanto os evangélicos que impulsionaram a reeleição do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, do Partido Republicano, em 2004.

Contudo, segundo a pesquisa, as mulheres solteiras são menos propensas a efetivamente votar que as mulheres casadas --nos EUA, o voto não é obrigatório. Assim, os democratas correm o risco de perder um grande eleitorado, caso não consigam atraí-las até as urnas no dia da votação.

"Elas ficaram mais empolgadas com a eleição, você sabe, elas estão mais engajadas, mas não vêem os assuntos [que consideram importantes] sendo tratados [pelos candidatos]", disse à rede de televisão CNN, Stan Greenberg, presidente do instituto Greenberg Quinlan Rosner, do qual faz parte a organização que fez a pesquisa.

"Elas estão procurando por igualdade de pagamento, educação, benefícios trabalhistas. Estes não são os assuntos que elas ouvem os candidatos falar", afirma Greenberg.

Mesmo assim, a pesquisa indica que 79% das entrevistadas estão esperançosas de que a próxima eleição possa trazer uma mudança na política. Por uma margem de 59% contra 37%, as entrevistadas dizem estar mais esperançosas que irritadas com os rumos tomados pelo país.

Campanha

A pré-candidata democrata Hillary Clinton, que se eleita será a primeira mulher no cargo de presidente dos EUA, tem algumas propostas voltadas ao eleitorado feminino, mas poucas falando diretamente às mulheres solteiras.

Recentemente, sua equipe divulgou um anúncio de televisão que aborda diretamente com o eleitorado feminino: "Você coloca café, arruma o cabelo, trabalha no turno da noite no hospital local. Você freqüentemente trabalha muito, é mal paga e algumas vezes, ignorada. Mas não por todo mundo", diz o locutor, enquanto são exibidas imagens de mulheres no trabalho.

Já o seu rival democrata, Barack Obama, defendeu recentemente a igualdade dos salários em um discurso na Pensilvânia, que fará suas primárias no dia 22. "Quando as mulheres estão fazendo o mesmo trabalho que os homens, as mulheres devem ser tratadas de maneira justa e ser pagas da mesma maneira", afirmou.

Na semana passada, o provável candidato republicano John McCain foi ao programa norte-americano "The View", voltado às mulheres, em um esforço para atrair o voto das mulheres.

Segundo Carly Fiorina, assessora de McCain e ex-executiva da Hewlett-Packard, o maior desafio de McCain entre o eleitorado feminino é ser compreendido. "Nós precisamos reconhecer que [preconceito de gênero] existe e precisamos dizer que queremos diminuir esta distância entre homens e mulheres" disse Carly.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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