Mundo
17/04/2008 - 12h56

John McCain conquista eleitores insatisfeitos, aponta pesquisa

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da Associated Press
da Folha Online

Um pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostra que o provável candidato republicano John McCain aumentou sua popularidade entre os eleitores, principalmente republicanos e democratas insatisfeitos. Com este novo apoio, ele empata com os dois democratas na simulação das eleições presidenciais de 4 de novembro.

Segundo a pesquisa realizada pelo Yahoo-Associated Press, em uma disputa entre McCain e a democrata Hillary Clinton, o republicano ganha com 37% contra 36% das intenções de voto. Já no outro cenário, McCain enfrentando Barack Obama, o republicano também leva a melhor com 36% das intenções de voto contra 34% de Obama. Como a diferença na porcentagem é muito pequena, os resultados são considerados dentro da margem de erro e portanto empates estatísticos.

Mary Altaffer/AP
Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., addresses the audience during a speech at Pensacola Junior College Wednesday, April 2, 2008, in Pensacola, Fla. (AP Photo/Mary Altaffer)
O provável candidato republicano John McCain discursa em colégio na Flórida

Parte deste cenário deve-se, de acordo com a pesquisa, ao fato de McCain ser visto como um candidato "agradável" por 36% dos eleitores contra 34% de Hillary e 57% de Obama. Embora Obama ainda esteja na liderança neste quesito, foi McCain quem mais aumentou sua margem em relação aos resultados de novembro, quando sua candidatura ainda não havia sido definida.

Desde então, McCain teve um aumento de oito pontos percentuais contra seis de Obama e uma queda de três pontos de Hillary.

Apenas cinco meses atrás, a pesquisa mostrou que 40% dos entrevistados preferiam colocar qualquer democrata na Casa Branca a ver novamente um republicano no cargo, contra 13% que indicaram o cenário inverso.

Mudanças

Destes novos eleitores de McCain, ainda segundo a pesquisa, cerca de dois terços votaram no atual presidente, George W. Bush, mas estão insatisfeitos com os rumos tomados por seu mandato. Esta parcela de eleitores inclui também os independentes que tendem a apoiar o Partido Republicano.

Os eleitores restantes apóiam usualmente os democratas, mas gostam de McCain, independentemente de seu partido.

A pesquisa sugere que aqueles que mudaram seu voto para McCain identificaram como motivo as qualidades pessoais do senador republicano, um cenário que pode ser conseqüência da intensa troca de ataques pessoais entre os pré-candidatos democratas na sua prolongada disputa pela nomeação.

Entre estes novos eleitores há poucas diferenças entre gênero, nível de escolaridade ou região em que moram. Contudo, a pesquisa indica que entre os eleitores que mudaram sua intenção de voto estão aqueles com idade inferior a 30 anos e norte-americanos da classe média.

Lealdade

Apesar de muitos eleitores de Bush estarem insatisfeitos com o governo, a pesquisa indicou que eles mantêm a lealdade ao partido, assim como os eleitores do candidato democrata em 2004, John Kerry, dizem-se fiéis ao Partido Democrata.

Quase sete em dez entrevistados indicam que votaram em Bush e manterão sua filiação partidária votando em McCain. A mesma porcentagem indica que votou em Kerry em 2004 e votará no candidato democrata deste ano, não importa se for Hillary ou Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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