Mundo
17/04/2008 - 17h17

Gordon Brown se reúne com pré-candidatos à Presidência dos EUA

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Colaboração para a Folha Online

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se reuniu nesta terça-feira com os pré-candidatos Barack Obama, Hillary Clinton e John McCain antes de ir à Casa Branca para um encontro com o presidente George W. Bush.

Brown conversou por 45 minutos com cada pré-candidato na casa do embaixador britânico nos Estados Unidos. Entre os temas tratados com o presidenciáveis estiveram a Guerra do Iraque, a crise econômica e as possíveis mudanças na política norte-americana a partir do próximo ano.

J. Scott Applewhite/AP
Primeiro-ministro Gordon Brown (à dir.) em reunião com o republicano John McCain
Primeiro-ministro Gordon Brown (à dir.) em reunião com o republicano John McCain

"Eu estou confiante de ter conversado com os três candidatos sobre a relação especial entre os nossos dois países, que é forte, segura e validada por todos eles", afirmou Brown antes de chegar à Casa Branca.

Brown, eleito pelo partido de centro-esquerda Labour Party (Partido Trabalhista), está mais próximo do ideal político dos democratas do que de McCain, mas está de acordo com propostas dos três pré-candidatos, como os esforços para combater o aquecimento global e a mudança das ações do governo Bush contra terroristas.

A maior divergência dos democratas com McCain é a Guerra do Iraque. O republicano apóia a estratégia de manter as tropas norte-americanas no país. Clinton e Obama querem agendar uma saída. Brown estipulou a retirada dos soldados britânicos do território iraquiano em fases.

Após o encontro, Obama afirmou que discutiu com o primeiro-ministro britânico temas como Iraque e Afeganistão, além dos problemas na economia mundial e na África.

Brown afirmou que não tem planos de apoiar nenhum candidato, dizendo que essa é uma decisão para os eleitores norte-americanos.

Reunião com Bush

Segundo informe da Casa Branca, os dois chefes de Estado conversaram por mais de uma hora sobre o Iraque, o Oriente Médio, a luta contra o terrorismo, a proliferação nuclear e a situação da economia mundial.

Brown, que substituiu o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, declarou-se um grande admirador dos Estados Unidos, mas não conseguiu manter a mesma relação de proximidade que o seu predecessor tinha com o país.

O primeiro-ministro britânico, cujos índices de aceitação na Inglaterra são de apenas 28%, também não conseguiu a popularidade que Blair possuía entre os norte-americanos.

Com Reuters e Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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