Mundo
17/04/2008 - 22h58

Espectadores e jornalistas criticam debate democrata nos EUA

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

Espectadores e jornalistas criticaram o canal de TV ABC nesta quinta-feira por realizar o debate presidencial democrata, dizendo que os mediadores favoreceram a pré-candidata Hillary Clinton e ressaltaram fofocas ao invés de política.

As críticas foram dirigidas aos jornalistas Charlie Gibson e George Stephanopoulos, ex-colaborador do ex-presidente Bill Clinton, por perderem tempo com perguntas nada objetivas, como o porquê de Obama não estar usando um pin da bandeira norte-americana.

Reprodução
"No debate da Pensilvânia, o claro perdedor é a ABC", afirma Shales no Washington Post
"No debate da Pensilvânia, o claro perdedor é a ABC", afirma Shales no Washington Post

"Foi um passo para trás para as redes de notícias e, em particular, para a ABC News, da qual os normalmente confiáveis âncoras, Charlie Gibson e George Stephanopoulos, realizaram performances desprezíveis", afirmou o crítico do "Washington Post", Tom Shales, em uma ampla análise sobre o debate na internet. (Veja análise, em inglês, no site do "Washington Post")

O "The Huffington Post", site de notícias e política, publicou uma manchete satirizando o debate: "Avaliações melhores, reputação pior".

"A nação foi vítima, em primeira mão, de George Stephanopoulos e Charlie Gibson pelo que eles realmente são: jornalistas sensacionalistas", afirmou Bob Cesca no "The Huffington Post".

Cerca de 17 mil comentários no site da ABC News criticaram os mediadores, que foram vaiados pelo público perto do fim do debate.

Jeffrey Schneider, vice-presidente da ABC News, afirmou que as fortes reações ao debate --o qual ele afirmou ter atraído 10,7 milhões de espectadores-- refletiram o grande interesse dos norte-americanos nas eleições presidenciais.

Defesa

"Nós sentimos que as questões foram duras, mas justas (e) refletiram os eventos que ocorreram durante as campanhas nas últimas semanas. Nós pensamos que questões de caráter são muito importantes nessa campanha", afirmou Schneider.

O vice-presidente da ABC também defendeu Stephanopoulos contra as acusações de beneficiar Hillary por ter sido colaborador de Bill Clinton.

Reprodução
O site de notícias e política "The Huffington Post" crítica o debate da rede ABC de TV
O site de notícias e política "The Huffington Post" crítica o debate da rede ABC de TV

"George Stephanopoulos provou ser um jornalista de ordem internacional interessado em obter a verdade e explorou questões importantes nos últimos 12 anos na ABC News", afirmou Schneider.

Durante o debate, o pré-candidato democrata Barack Obama se sentiu desconfortável com os comentários sobre suas relações com seu ex-pastor Jeremiah Wright e seus comentários sobre eleitores de cidades pequenas.

Em discurso na Carolina do Norte, o senador por Illinois se queixou da demora de 45 minutos para as questões relevantes entrarem em pauta no debate.

"Eu não culpo Washington por isso porque é assim que Washington é", acrescentou. "Eles gostam de incentivar as controvérsias".

O porta-voz da também pré-candidata democrata Hillary Clinton, Phil Singer afirmou em um e-mail que "Ambos os candidatos foram questionados sobre questões duras. "A diferença foi que Hillary deu melhores respostas", enquanto Obama teve uma "noite ruim"

Howard Wolfson, outro porta-voz de Hillary afirmou que, "em um mundo ideal, eu desejo que possamos conduzir nossas campanhas com questões políticas e diferenças políticas. Nós aprendemos que essas campanhas são muito mais que isso".

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca