Mundo
18/04/2008 - 09h47

Democratas dizem que Obama é melhor candidato contra McCain, aponta pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

A maioria dos eleitores democratas diz que o pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama tem a melhor chance de derrotar o provável candidato republicano John McCain, nas eleições de 4 de novembro.

Segundo a pesquisa conjunta Yahoo-Associated Press, divulgada nesta sexta-feira, 56% dos democratas entrevistados consideram Obama o candidato mais forte do partido para a disputa pela Casa Branca. A outra pré-candidata democrata, Hillary Clinton, ficou com 43% dos eleitores.

Em janeiro, em uma pesquisa realizada pelo mesmo instituto, Hillary liderava com 56% contra 33% de Obama, que vinha de um ótimo momento de campanha com 11 vitórias consecutivas nas primárias do Partido Democrata.

AP
O republicano John McCain (à esq.) e os democratas Barack Obama e Hillary Clinton
O republicano John McCain (à esq.) e os democratas Barack Obama e Hillary Clinton

Como o instituto utiliza sempre os mesmos entrevistados, a pesquisa permite avaliar como a visão das pessoas consultadas mudou ao longo dos meses de intensa campanha democrata. Segundo o Yahoo-Associated Press, os resultados sugerem que Hillary pagou um alto preço por seus ataques diretos a Obama desde o começo de fevereiro, em sua ofensiva para acabar com a liderança do senador no número de delegados.

Entre estes democratas que não mais consideram Hillary a candidata mais forte do partido, a maioria aponta que ela é menos "agradável", decisiva, forte, honesta, experiente e ética do que eles imaginavam em janeiro.

Ao mesmo tempo, estes eleitores viram Obama crescer em relação a todas estas características. Assim, os eleitores perderam a confiança na elegibilidade de Hillary e colocam as esperanças do partido no senador por Illinois.

Falta informação

Mesmo com um cenário promissor para Obama, a pesquisa indicou alguns motivos de preocupação para a equipe de campanha do senador.

Mesmo que Obama seja o candidato mais forte para a maioria dos eleitores, 27% deles apontam que o senador não é totalmente honesto --em janeiro, apenas 18% dos entrevistados indicaram esta visão.

Muitos destes eleitores que não confiam completamente em Obama são republicanos ou independentes conservadores que de qualquer jeito não votarão em um candidato democrata nas eleições gerais.

Outro problema a ser enfrentado por seus assessores é a falta de informação dos eleitores, mesmo depois de mais de um ano de campanha presidencial. A grande maioria dos entrevistados disse não saber a religião seguida por Hillary --metodista-- e Obama --batista. Mas 15% supuseram que Obama é muçulmano.

Se Obama ganhar a nomeação, a pesquisa indica que ele precisará consertar sua imagem política para conquistar independentes e republicanos em dúvida. Sua vantagem entre todos os eleitores --democratas, republicanos e independentes-- caiu, com o aumento de 17%, em janeiro, para 25% daqueles que o vêem como "muito desfavorável".

A pesquisa ouviu 1.844 adultos, entre 2 e 14 de abril. a margem de erro é de 2,3 pontos para mais ou para menos. Entre os entrevistados estão 863 democratas, para quem a margem de erro é de 3,3 pontos para mais ou para menos e 668 republicanos, para quem a margem de erro é de 3,8 pontos para mais ou para menos.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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